Agência Espacial Europeia faz brincadeira de 1º de abril e publica foto sobre formato da Terra

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Até mesmo a Agência Espacial Europeia (ESA – European Space Agency) entrou nas brincadeiras de 1º de abril e fez um post em sua conta no X (antigo Twitter) afirmando que novas análises de dados da instituição indicavam que a Terra teria um formato de ovo de Páscoa.

Algumas horas depois, o perfil fez outra publicação em que dizia: “Claro que a Terra não tem formato de ovo de Páscoa. Tecnicamente, não é redonda. Mas definitivamente não é plana”.

A postagem esclareceu que o termo correto para definir a forma do planeta é geoide, que lembra uma elipse. Ou seja, é como se houvesse um peso em cima de uma bola que a fizesse se achatar. Ao mesmo tempo, essa elipse tem uma superfície irregular.

? #BREAKING it’s time to come clean: Earth isn’t round.

New @ESA_EO data analysis reveals that our planet is ‘egg-shaped’.

https://t.co/0Hc65qpbPx pic.twitter.com/9DrGUYvBs6

— European Space Agency (@esa) April 1, 2024 ” target=”_blank” rel=”noopener”>

O diâmetro do planeta se alarga próximo à Linha do Equador por conta da movimento de rotação da Terra – ao redor do próprio eixo. Entretanto, elipse também não é suficiente para explicar com precisão a forma do planeta, já que conta com desde altas montanhas e depressões oceânicas, o que traz diferenças para sua superfície.

O formato geoide se refere a uma espécie de linha imaginária no nível do mar, que ondula. Usando matemática complexa e leituras de gravidade, os topógrafos estendem essa linha imaginária também para os continentes. Isso ajuda a compreender melhor as correntes do oceano e a monitorar mudanças no nível do mar. Além disso, esse formato é usado como referência para construção e nivelamento.

O formato de geoide e a gravidade

As diferenças gravitacionais moldam diferentes níveis do oceano e, caso não houvesse correntes ou marés, o mar teria aspecto ondulado, conforme representado pelo formato geoide.

De acordo com a Agência Espacial Europeia, por muito tempo, a comunidade científica acreditava que a intensidade da força gravitacional era a mesma para todo o planeta, mas com o surgimento de ferramentas mais sofisticadas e sensíveis, percebeu-se que isso não era verdade.

Perto da Linha do Equador, por exemplo, a força gravitacional é mais fraca do que nos extremos do planeta, porque a região mais central do globo está mais afastadas do interior da Terra.

A própria assimetria da superfície do planeta, bem como os depósitos de petróleo e outros minerais influenciam nas diferentes acelerações da gravidade. Além disso, a distribuição dos materiais no interior da Terra não é homogênea.

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