Presidente do Irã é sepultado em sua cidade natal após três dias de funerais

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Foi sepultado nesta quinta-feira (23) após três dias de funeral, o presidente iraniano Ebrahim Raisi, que morreu no domingo em um acidente de helicóptero. O acidente matou todos os oito ocupantes da aeronave, incluindo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir Abdollahian. Os ritos de despedida reuniram multidões enormes, em linha com a tradição de grandes eventos no Irã desde a revolução islâmica de 1979. O ex-líder que estava no poder desde 2021, foi sepultado em Mashhad, sua cidade natal. A multidão desfilou pela avenida que leva ao mausoléu do Imã Reza, o principal santuário xiita do país. A maioria carregava fotos do falecido e flores brancas. O caixão foi transportado em um caminhão com as palavras “Eu vim, ó rei, me dê refúgio”, um slogan no qual o “rei” se referia ao Imã Reza, o oitavo imã xiita. O prefeito de Mashad, Mohammad Reza Ghalandar Sharif, estimou o número de participantes em três milhões, segundo agência de notícias iraniana “Mehr”. Até o momento, porém, não está disponível nenhuma avaliação independente.

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Após horas de procissões, Raisi foi sepultado no mausoléu Iman Reza, oitavo imã do xiismo, o local religioso mais importante do país. Antes de chegar a Mashad, localizada a 800 quilômetros a leste de Teerã, foi realizada uma procissão na cidade de Birjand, da qual Raisi foi representante na Assembleia de Peritos, órgão composto por 88 clérigos que elege o líder supremo do Irã no caso de vacância. Abdolahian também foi sepultado hoje, no mausoléu de Abdul-Azim al-Hassani, na cidade de Rey, vizinha de Teerã, enquanto os demais falecidos foram sepultados em diferentes cidades.

Uma enorme multidão lotou o centro de Teerã na quarta-feira para prestar homenagem ao presidente, que foi celebrado como um “mártir” após sua morte. Uma cerimônia de homenagem foi realizada à tarde, com a presença de líderes de outros países do Oriente Médio, do norte da África e da Ásia, incluindo o presidente da Tunísia, Kais Saied, e o emir do Catar, Tamim ben Hamad al-Thani. Como um sinal das relações tensas entre Teerã e o Ocidente, nenhum país da UE estava representado entre as cerca de 60 delegações internacionais presentes na capital iraniana.

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Muçulmanos xiitas participam de uma vigília à luz de velas em memória do falecido presidente do Irã, Ebrahim Raisi, e do ministro das Relações Exteriores, Amir-Abdollahian, no centro cultural iraniano Khana-e-Farhang, em Peshawar, Paquistão│EFE/EPA/BILAWAL ARBAB

Depois que a morte foi anunciada publicamente na segunda-feira, o aiatolá Khamenei declarou cinco dias de luto nacional e nomeou o vice-presidente Mohammad Mokhber como presidente interino até a realização de eleições em 28 de junho. O cargo de ministro das Relações Exteriores será ocupado por Ali Bagheri, até então vice-chanceler e principal negociador do programa nuclear do Irã. Até o momento, ninguém declarou publicamente sua intenção de substituir Raisi. O prazo para as indicações será aberto oficialmente em 30 de maio e a campanha eleitoral terá início em 12 de junho.

*Com informações da AFP e EFE

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