Após 4 dias de chuvas, governo Lula autoriza envio da Força Nacional para o RS

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RAQUEL LOPES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, autorizou nesta sexta-feira (3) o envio de 100 agentes da Força Nacional para o Rio Grande do Sul. A medida integra a ação coordenada do governo de auxílio às vítimas das enchentes na região.

O estado enfrenta fortes chuvas desde segunda-feira (29), que já deixaram mais de 30 mortos.

Dos 100 agentes, são 60 bombeiros e 40 policiais militares. Serão também deslocados para o estado 25 caminhonetes, dois ônibus, um caminhão e três botes de resgate.

No início da tarde, Lewandowski comunicou ao governador Eduardo Leite (PSDB), por telefone, o envio dos agentes. A tropa federal se juntará aos agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, que estão atuando na região.

A PRF mobilizou 75 agentes para as operações de salvamento e resgate das pessoas atingidas pelas enchentes, além de sete especialistas em resgate. Três aeronaves da PRF estão mobilizadas, sendo que uma já se encontra em Porto Alegre, e 20 viaturas atuam no suporte.

O Rio Grande do Sul registrou 39 mortes em decorrência às fortes chuvas que atingem o estado desde o fim da semana. A informação é da Defesa Civil do estado na manhã desta sexta-feira (3). Há um total de 68 pessoas desaparecidas.

De acordo com a Defesa Civil estadual, 235 municípios foram afetados pela chuva. Há 7.949 pessoas em abrigos e outras 23.598 estão desalojadas. No total, são 351.639 afetados e 74 feridos nesta manhã.

Por conta da gravidade da situação, o governo federal decidiu adiar o Concurso Público Nacional Unificado. As provas seriam realizadas no próximo domingo.

O governo viveu uma divisão sobre o tema devido ao risco jurídico de adiar o concurso. Como não existe um banco de provas disponível para o Concurso Unificado, que será realizado pela primeira vez, haveria risco de as provas aplicadas no estado terem um grau de dificuldade diferente, abrindo brecha para judicialização.

Os editais do concurso não preveem reaplicação em nenhuma hipótese, mesmo em caso de desastres naturais.

O governo do Rio Grande do Sul afirmou também nesta sexta que monitora quatro barragens que estão em situação de emergência e correm o risco de rompimento.

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