Cientistas criam vacina que protege contra coronavírus desconhecidos

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Pesquisadores criaram uma nova vacina com potencial para proteger contra uma ampla gama de coronavírus, incluindo tipos ainda não conhecidos. O estudo foi publicado na revista científica Nature Nanotechnology nesta segunda (6/5).

Segundo os cientistas, para se proteger de futuras pandemias, é necessário que as vacinas cubram uma série de patógenos, até os que ainda não foram identificados. Eles acreditam que uma técnica chamada padronização em nanoescala pode ajudar a produzir imunizantes mais eficazes.

A vacina universal O experimento, que foi feito em ratos, marca uma mudança na estratégia chamada de “vacinologia proativa”, onde as vacinas são preparadas antes do surgimento de um vírus potencialmente pandêmico.

O imunizante foi feito anexando proteínas inofensivas de diferentes coronavírus a minúsculas nanopartículas que são injetadas para preparar as defesas do corpo para combater os vírus, caso eles invadam.

Como a vacina ensina o sistema imunologico a se defender contra proteínas comuns em vários tipos de coronavírus, ela oferece uma proteção ampla, funcionando bem contra vírus que já conhecemos e até mesmo contra os que ainda não identificamos.

“Nosso foco é criar uma vacina que nos proteja contra a próxima pandemia de coronavírus e tê-la pronta antes mesmo de o problema começar”, explica o pesquisador Rory Hills, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

O estudo mostrou que a vacina induziu uma ampla resposta imunológica aos coronavírus, incluindo o Sars-Cov-1, o agente patogênico que causou o surto de Sars em 2003, embora as proteínas desse vírus não tenham sido adicionadas às nanopartículas da vacina.

“Não precisamos esperar que surjam novos coronavírus. Sabemos o suficiente sobre os coronavírus e as diferentes respostas imunológicas a eles para que possamos começar a construir vacinas protetoras contra vírus desconhecidos agora”, afirma o professor Mark Howarth, do Departamento de Farmacologia da Universidade de Cambridge, autor sênior do relatório.

Howarth acrescentou ainda que a vacina contra o Sars-Cov-2 foi feita rapidamente e de maneira extremamente eficaz, mas o mundo teve muitas mortes antes que a fórmula chegasse. “Precisamos de descobrir como podemos fazer ainda melhor do que isso no futuro, e um componente poderoso é começar a construir as vacinas antecipadamente”, diz.

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