Companheira pede Maria da Penha contra vice-presidente estadual do PT

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Vice-presidente do PT no Maranhão, Augusto Lobato, que comandou o partido no estado entre 2020 e 2021, foi acusado pela ex-companheira Caroline Bastos de agressões físicas e psicológicas. O boletim de ocorrência foi registrado por ela em 2/4 na Delegacia Especial da Mulher, em São Luís.

Ao analisar o depoimento, a juíza responsável pelo caso não viu motivo para a concessão de medidas protetivas de urgência, pleiteadas com base na Lei Marinha da Penha. Também atuante no meio político, Caroline Bastos, de 35 anos, chegou a ser nomeada coordenadora de Cultura do município de Santa Quitéria (MA) em 2022. Ela afirma que, no mesmo ano, foi “agredida fisicamente” por Lobato, mas que decidiu não denunciá-lo na ocasião. O relacionamento durou um ano e nove meses e se encerrou em março deste ano.

No depoimento à polícia, ela narra que o companheiro “disse para ela sair da cidade de Santa Quitéria e se mudar para São Luís, com a promessa de conseguir um emprego para ela”. E que Lobato “não cumpriu tais promessas”.

Ela afirma que, em março, após uma discussão, o dirigente a insultou de “vagabunda”, “louca”, “escrota” e “canalha”. E que a chamou de “interesseira”.

No relato, Caroline Bastos afirma que cobrou Lobato sobre “determinada mulher” e que o dirigente respondeu que tal mulher seria “melhor do que ela”. Após a discussão, segundo a depoente, o político lhe disse que “não ia ajudá-la em mais nada”.

Ao analisar o caso, a juíza Vanessa Clementino Sousa assinalou não ver elementos para conceder as medidas protetivas imediatas solicitadas por Caroline Bastos, sem que a outra parte se manifeste.

“Embora noticiada a existência de episódio anterior de violência corporal e que o representado seria controlador, a perseguiria e por ela nutriria ciúmes excessivos, tendo dele se separado recentemente, não há como visualizar urgência no seu pleito”, pontuou a magistrada.

“Tapas e chutes” Procurada pela coluna, Caroline Bastos disse que, em 2022, levou “tapas, chutes e empurrões” do ex-companheiro e que teve o cabelo puxado. “Na época, ele me pediu perdão. E a vítima acredita que vai haver mudança”, disse.

“Mas, pior que essa agressão, foi a psicológica. Ele insinuava que eu o traía e dizia que eu estava ‘folgada’. Quando, na verdade, era ele que me traía. Eu fiquei doente nesse tempo e tenho um laudo psicológico que atesta isso”, disse. Ela afirma que colheu novas evidências para reforçar o pedido de medida protetiva.

Procurado, Augusto Lobato, de 55 anos, não retornou o contato da coluna. O espaço segue aberto à manifestação.

Atual vice-presidente estadual do PT, ele tenta retomar o controle da sigla. Em carta enviada à Gleisi Hoffmann, em janeiro deste ano, ele solicitou a volta ao comando do partido no Maranhão.

Filho de Lula Em abril, a psicanalista Natália Schincariol denunciou Luís Cláudio Lula da Silva, filho do presidente, com base na Lei Maria da Penha. Ela afirmou à polícia que foi agredida fisicamente, inclusive com cotoveladas, e conseguiu na Justiça a concessão de medidas protetivas.

Empresário, Luís Cláudio nega que tenha cometido qualquer irregularidade contra a ex-mulher e se diz alvo de injúria e calúnia.

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