Advogado liga 190 e denuncia esquartejamento: “Cortando meu compadre”

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São Paulo – Um advogado telefonou para a Polícia Militar, no fim da noite dessa segunda-feira (3/6), relatando que “estariam cortando” o cadáver de seu “compadre”, identificado como Anderson Luiz Mendonça do Amaral, de 43 anos, em uma casa abandonada no extremo leste da capital paulista.

Policiais do 29º Batalhão foram ao endereço, no bairro Itaim Paulista, e encontraram um cadáver, esquartejado. Os pedaços do corpo estavam em três sacos de lixo, distribuídos por um imóvel aparentemente ocupado por pessoas em situação de rua.

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionado e, no local, constatou que o tronco da vítima estava próximo ao portão, no canto de uma área aberta, em frente à casa abandonada. Foi identificada uma tatuagem nas costas dessa parte do cadáver.

Dentro do imóvel abandonado, em meio à entulho e sujeira, os policiais conferiram mais dois sacos pretos. Dentro deles estavam a cabeça, os braços e as duas pernas de Anderson.

Com base no estado geral do corpo, os investigadores do DHPP avaliaram que o provável assassinato teria ocorrido, pelo menos, um dia antes de a vítima ser localizada.

A Polícia Civil apurou que o homem que ligou para a PM informando sobre a localização do corpo seria o advogado Rafael dos Santos Gonzaga.

Registros policiais, obtidos pelo Metrópoles, ainda mostram que Rafael teria indicado que o suspeito pela morte e esquartejamento de Anderson seria “um tal de Bahia”, cuja identidade é investigada. A reportagem não localizou o advogado para obter mais detalhes sobre o telefonema atribuído pela polícia a ele. O espaço segue à disposição.

Passagens criminais Nos registros da Polícia Civil constam que a vítima foi indiciado por dois crimes, entre os quais um homicídio, em 2016, e por um roubo, no ano seguinte.

Pelo roubo, feito com outros suspeitos, Anderson foi preso em flagrante, condenado e chegou a ficar atrás das grades, até 2018, quando progrediu para o regime aberto.

Foram solicitados pelo DHPP exames para verificar cada uma das partes encontradas, para constatar se pertencem ao mesmo corpo.

A motivação para o crime ainda é apurada pela polícia. O caso é investigado como homicídio, destruição e ocultação de cadáver.

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