Putin condiciona acordo de paz à retirada de tropas ucranianas de diversas regiões do país

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou, nesta sexta-feira (14), sua disposição para negociar o fim do conflito na Ucrânia e um acordo de paz, desde que Kiev retire suas tropas das regiões anexadas por Moscou e desista de se integrar à Otan. Putin condicionou o cessar-fogo e o início das negociações à retirada efetiva das tropas ucranianas e ao abandono dos planos de ingresso na Otan. As autoridades ucranianas rejeitaram as condições de Putin, considerando-as como um “conjunto padrão do agressor”. Em reação imediata, a Ucrânia rejeitou as “condições” estabelecidas por Putin para interromper a ofensiva militar em grande escala lançada em fevereiro de 2022, e Kiev tenta receber apoio internacional em uma cúpula de paz que acontecerá na Suíça neste fim de semana, que não terá a participação de Moscou. O chefe da Otan, Jens Stoltenberg, também criticou as condições, classificando-as como propostas de “mais agressão, mais ocupação”. Além disso, Putin criticou o plano de financiamento anunciado durante a cúpula do G7, chamando-o de “roubo” dos ativos russos. O acordo bilateral entre EUA e Ucrânia, que prevê um plano de apoio de 10 anos, também foi alvo de críticas por parte da Rússia. As tentativas de alcançar a paz na Ucrânia, seja por meios militares ou diplomáticos, não obtiveram sucesso até o momento. O governo ucraniano convocou uma cúpula, denominada Conferência para a Paz, que será realizada na Suíça, porém sem a presença de uma delegação russa. Durante sua visita à Europa, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou a realização da conferência sem a participação da Rússia e acusou os líderes do Leste Europeu de apreciarem a guerra. Lula afirmou que se os líderes dos dois países não estão dispostos a dialogar, é porque estão satisfeitos com o conflito.

*Reportagem produzida com auxílio de IA e informações da AFP

Publicada por Tamyres Sbrile

 

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