60 anos de violência: polícia apura novos crimes da família Avelino

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A Polícia Civil e o Ministério Público investigam membros de uma família que aterroriza regiões do Brasil há 60 anos. Os Avelinos, originários do Rio de Janeiro, são conhecidos por violência e crueldade. Nos últimos anos, dois deles foram presos por matar quatro pessoas em duas ocorrências.

Um dos crimes que têm um dos Avelinos como suspeito ocorreu em 2020. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um jovem mata a tiros dois rapazes. Tudo aconteceu em um posto de gasolina no município de Novo Repartimento (PA). As informações são do Fantástico.

O suspeito, conforme a polícia, é João Pedro Bernardes Aguiar de Oliveira, que não tem o nome da família, mas pertence a ela.

João Pedro chegou a ser preso pelo crime, mas foi liberado pela Justiça mediante o uso de tornozeleira eletrônica. Depois disto, a polícia apurou que ele quebrou o equipamento e seguiu para o interior do Estado do Rio de Janeiro.

Em Paraíba do Sul (RJ), em outubro de 2022, houve três mortes, sendo uma delas de um policial militar. João Pedro é suspeito de autoria dos homicídios.

A morte do policial seria uma vingança por uma abordagem feita anteriormente pelo militar a dois membros da família Avelino. Na ocorrência, eles foram interceptados pelo militar junto com outras duas pessoas, após tiros terem sido disparados da caminhonete na qual eles estavam. Todos foram encaminhados para uma delegacia.

Vassouras O outro investigado da família no momento é Fernando César Avelino. Ele é suspeito de ter matado o empresário Thiago Amorim Navarro em Vassouras (RJ) há seis meses.

Conforme a família de Thiago, ele foi até Fernando pedir a assinatura em um recibo referente a um cheque. Depois disto, o corpo do empresário foi encontrado carbonizado em uma caminhonete, em uma uma via não pavimentada. Para a família, Fernando é o autor do crime. O rapaz é investigado pelo fato.

Thiago e Fernando eram amigos havia anos, mas a família da vítima acredita que a amizade entre eles acabou por causa de um cheque de R$ 4 mil. O Ministério Público do Rio supervisiona a investigação e afirma que o inquérito está sob segredo de justiça.

Fernando e João Pedro, que são primos, foram presos – o último deles no dia 15 de abril deste ano. A defesa de João Pedro afirma, sobre as mortes no Pará, que as acusações são inconsistentes e acredita que vai conseguir um “veredito justo”. Em relação ao caso do Rio, o advogado que representa o rapaz afirmou que acredita no arquivamento do processo porque faltariam indícios da autoria.

A violência propagada pela família teve uma pausa em 1984, quando houve um acordo de paz. Àquela época, eles já eram temidos por crimes que praticavam havia décadas.

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