Caso Porsche: bombeiro desmente versão de que empresário feriu o rosto

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São Paulo — Um bombeiro militar, testemunha do caso em que o empresário Fernando Sastre Filho, de 24 anos, é acusado de dirigir embriagado, bater um Porsche na traseira de outro veículo e matar um motorista de aplicativo no dia 31 de março, na zona leste de São Paulo, desmentiu o depoimento dado em audiência de instrução pela namorada de Fernando, Giovanna Pinheiro Silva, de 23 anos. 

Soldado do Corpo de Bombeiros, Matheus Távora Rehder afirmou na audiência, que ocorreu em 28 de junho, que não havia sangue no rosto de Fernando no momento em que ele foi retirado do local do acidente pela mãe, Daniela Cristina de Medeiros Andrade, de 45 anos. Já Giovanna, disse que o empresário estava com sangramento na boca e no nariz. 

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) acusa a mãe de Fernando de ter retirado seu filho do local do crime, sob a falsa alegação de levá-lo ao hospital, evitando assim sua prisão em flagrante. 

Segundo informações da coluna True Crime, de Ullisses Campbell, no jornal O Globo, o bombeiro militar afirmou que perguntou como Fernando e Marcus estavam, constatando que o empresário estava bem. Matheus não verificou nenhum ferimento em Fernando Filho. “Não vi nada referente a isso”, relatou ao juiz.

Matheus disse, no entanto, que Fernando “aparentava, sim, sinais [de embriaguez], com uma voz pastosa e um pouco confuso”. No mesmo dia da audiência do bombeiro, uma testemunha que mora em frente ao local do acidente, Monique Libânia de Souza, afirmou ter visto a mãe de Fernando retirar garrafas de bebida alcoólica do veículo importado momentos após a colisão.

Monique ainda disse que viu o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, agonizando dentro do Renault Sandero e Fernando em pé, “com sinais claros de embriaguez”.

Veja o depoimento:

Policial liberou Na audiência, a namorada de Fernando, Giovanna, também afirmou que o empresário foi liberado do local do acidente por dois policiais militares. Chamados como testemunhas, os PMs Dayse Aparecida Cardoso Romão e Alan Jones Ferreira Lopes, que registraram a ocorrência, confirmaram que liberaram o empresário, mas se disseram enganados pela mãe do condutor do Porsche.

A câmera corporal de Dayse (assista abaixo) registrou o momento em que ela explica, ao telefone, os motivos para liberar, sem escolta, o empresário.

Assista:

Logo após atender à ocorrência, a PM foi com seu parceiro até o Hospital do Tatuapé, na zona norte, onde constataram a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. 

No momento em que entra na unidade de saúde, a PM deixa a câmera corporal no painel da viatura por cerca de 10 minutos. Ao retornar, ela fala ao telefone e o equipamento registra trechos da conversa. Durante o diálogo, a policial explica a um colega os motivos que a levaram a liberar o empresário do local do acidente.

Dayse afirma no vídeo que a mãe de Fernando prontificou-se a levar o filho ao hospital, como foi registrado pela câmera corporal da policial no local do acidente. Na audiência de instrução, a policial disse que Fernando estava com um sangramento no nariz. 

Daniela, porém, não fez o combinado. O empresário não compareceu a nenhuma unidade de saúde e só se apresentou à Polícia Civil mais de 36 horas após o crime.

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