Petrobras aumenta preço de querosene para aviação em 55%

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A Petrobras elevou o preço do querosene de aviação (QAV) em 55% para as distribuidoras, refletindo a escalada do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. O reajuste deve guiar o custo das companhias aéreas, enquanto o governo sinaliza ações para frear o diesel. O Brent é negociado acima de US$ 101 por barril, indicando volatilidade que impacta o setor de aviação no Brasil.

Segundo a Petrobras, o QAV é definido mensalmente, sempre no dia de cada mês. O reajuste de 55% ocorreu na venda entre refinarias e distribuidoras, com o repasse natural às companhias aéreas de médio e grande porte. O Grupo Abra, controlador da Gol, já havia apontado a variação próxima de 55% antes da confirmação oficial, reforçando o efeito sobre as contas das empresas do setor.

No âmbito político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a guerra no Irã e os seus impactos no preço internacional do petróleo, em especial do diesel, que pesa sobre a inflação brasileira. O governo afirma estar adotando todas as medidas possíveis para evitar nova escalada do preço do diesel, dado que o Brasil depende de importações para cerca de 30% do consumo interno. Em ato em São Paulo pelo Prouni e pela Lei de Cotas Raciais, Lula afirmou que a responsabilidade pela alta não recai sobre o povo brasileiro e citou a figura de Trump na condução do conflito.

A expectativa é de que o governo publique, ainda nesta semana, uma medida provisória criando subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro. O ministro Dário Durigan disse que há esforço para assegurar a adesão de todos os estados antes da assinatura, buscando evitar impactos maiores sobre o preço final ao consumidor e manter a inflação sob controle.

Guerra e petróleo caminham juntos: o conflito no Irã teve início em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel. A região concentra países produtores e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde passa parte significativa da produção mundial — cerca de 20%. Com a escalada, o preço do barril Brent sobe, sendo negociado pouco acima de US$ 101 neste momento, frente aos US$ 70 de antes da crise.

Para as companhias aéreas brasileiras, o reajuste do QAV e a possibilidade de subsidiação do diesel traduzem em custos maiores que podem ser repassados aos passageiros. Analistas ressaltam que a volatilidade do petróleo continua condicionando o planejamento de tarifas e de rotas, enquanto o governo sustenta que está fazendo o necessário para amortecer o impacto sem comprometer o equilíbrio macroeconômico.

E você, como avalia os efeitos dessa escalada de preços sobre viagens, fretes e planejamento financeiro? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como as mudanças de combustíveis podem influenciar seus hábitos de deslocamento e consumo, ajudando a entender o retrato atual de energia, política e transporte no Brasil.

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