Opinião: Pesquisa mantém favoritismo de Bruno Reis pela reeleição em Salvador

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A nova rodada do levantamento do Instituto Paraná Pesquisas em Salvador mantém praticamente inalteradas as perspectivas para a disputa na capital baiana. O prefeito Bruno Reis (União), no entanto, ganhou motivos para celebrar os números ainda mais que o principal adversário, o vice-governador Geraldo Jr. (MDB). O prefeito foi o único a crescer para além da margem de erro, apesar de muito timidamente. A ascensão dele era uma tendência observada nas outras três rodadas, mas até aqui ele estava limitado a oscilar positivamente dentro da margem de erro e, agora em julho, furou essa barreira.

 

Apesar do cenário amplamente favorável a Bruno, Geraldo Jr. oscilou positivamente, o que para aqueles que o apoiam, deve ser motivo de algum tipo de comemoração. Mesmo dentro da margem de erro, o emedebista não registrou oscilação negativa, como aconteceu com Kleber Rosa (PSOL). A margem de erro, nesse caso, funcionou como um consolo para evitar um cenário de terra arrasada, especialmente para o PSOL, que aposta as fichas como uma candidatura de esquerda mais viável do que a do recém-chegado Geraldo Jr.

 

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Entre a atual rodada e a eleição são menos de três meses. Ou seja, o espaço para manobras entre os estrategistas é cada vez mais curto e a campanha começa, oficialmente, no próximo mês. Por mais que haja a possibilidade dessa campanha surtir impacto nas intenções de voto – pelo menos é isso que se espera de uma campanha eleitora -, é improvável que uma reviravolta de grandes proporções reduza o favoritismo de Bruno Reis para um segundo mandato em Salvador.

 

Mesmo as rejeições, que poderiam servir de alento, principalmente para os adversários do prefeito, se limitaram a oscilações negativas dentro da margem de erro. À medida que Geraldo Jr., Kleber Rosa e até Victor Marinho (PSTU) – aqueles que foram medidos no levantamento do consórcio Bahia Notícias, TV Aratu e rádio Salvador FM – são apresentados ao eleitorado, é natural que a rejeição possa diminuir. Caso ela aumente, inclusive, há razões de sobra para recalcular rotas e evitar que ela supere o esperado por quem constrói os personagens que disputam nas urnas.

 

Tal qual há um mês, Bruno Reis mantém a faca e o queijo na mão para vencer com folga a eleição na capital baiana. Geraldo Jr., que se lançou como um candidato competitivo contra o prefeito, precisa torcer por um tropeço do atual gestor soteropolitano para tentar chegar a um segundo turno – sofrido, com certeza. 

 

Ao que parece, Salvador deve permanecer sob o comando da oposição ao governo da Bahia, e os adversários políticos do grupo de ACM Neto vão ganhar mais experiência para, quem sabe no futuro, compreender as diferenças entre as eleições na capital e no interior do estado – um dos erros crassos que explica o resultado da disputa estadual em 2022 e que, caso tenha sido percebido, pode impactar no pleito de 2026.

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