Presidente do TSE, Cármen Lúcia pede paridade e proporcionalidade em órgãos do sistema judiciário do Brasil

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A presidente atual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, enfatizou a importância da equidade de gênero e da proporcionalidade nos órgãos do sistema judiciário brasileiro durante a 4ª Conferência Estadual da Mulher Advogada, realizada em Salvador. Lúcia defendeu que as mulheres tenham chances iguais às dos homens em diversas áreas de atuação da justiça do país.

No seu discurso, a líder do TSE reforçou a necessidade de igualdade entre homens e mulheres em termos de oportunidades nas instâncias judiciais do Brasil. Ela destacou a importância do talento e do conhecimento, ressaltando que a formação em Direito não é o único critério para se desempenhar papéis jurídicos relevantes.

A ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) também defendeu uma maior proporcionalidade e representatividade nos órgãos judiciais, afirmando que é essencial haver equilíbrio entre os profissionais atuantes nessas entidades. Ela destacou a importância de uma representação condizente com a realidade da advocacia brasileira, que conta com uma maioria significativa de mulheres.

Cármen Lúcia ressaltou a importância de se pensar em proporcionalidade e paridade para garantir a construção de instituições que englobem a perspectiva tanto masculina quanto feminina. Ela enfatizou a necessidade de promover uma unidade na diversidade, permitindo que diferentes pontos de vista sejam considerados na tomada de decisões judiciais.

A presidente do TSE finalizou sua fala enfatizando a importância do afeto e da empatia em meio a um cenário muitas vezes marcado por discórdias. Ela ressaltou a importância de valorizar o olhar humano e a capacidade de convivência, destacando a relevância do constitucionalismo na sociedade contemporânea.

Cármen Lúcia trouxe à tona questões essenciais para a promoção da igualdade de gênero e da representatividade nos órgãos judiciários, colocando em pauta a importância da diversidade e do respeito mútuo como pilares fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. Suas palavras ecoaram como um chamado à reflexão e à ação em busca de um sistema jurídico mais inclusivo e representativo para todos os cidadãos brasileiros.

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