Protestos na Venezuela: seis mortos e 750 detidos em atos contra resultados eleitorais

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**Consequências dos Protestos na Venezuela: Mortes e Prisões**

Na Venezuela, ao menos seis indivíduos perderam suas vidas durante os protestos recentes, que surgiram em repúdio aos resultados oficiais das eleições presidenciais de domingo (28), de acordo com o Foro Penal, uma organização não governamental que advoga em favor dos considerados prisioneiros políticos do país. Segundo o levantamento da ONG, foram registradas 132 detenções e seis mortes, estas últimas ocorridas nos Estados de Aragua, Táchira, Yaracuy e Zulia. O Foro Penal informou que dois dos falecidos eram menores de idade, enquanto os demais tinham idades entre 19 e 40 anos. Além dessas seis vítimas, também foi relatada a morte de um soldado “em decorrência de disparos feitos por manifestantes” no Estado de Aragua, de acordo com um comunicado do Ministério Público da Venezuela.

**Feridos e Prisões Durante os Protestos**

Além disso, a organização Médicos pela Saúde estimou em 84 o número total de feridos durante os protestos, que ocorreram em diversas regiões do país e foram reprimidos, em certos casos, pelas forças de segurança com gás lacrimogêneo e munição letal, em Caracas, na segunda-feira (29). No total, pelo menos 750 pessoas foram detidas nas últimas horas na Venezuela, após os diversos protestos que eclodiram em várias partes do país em oposição ao suposto resultado oficial das eleições de domingo (28), que confirmaram Nicolás Maduro como presidente reeleito. O procurador-geral Tarek William Saab divulgou, nesta terça-feira (30), um balanço da atuação das forças de segurança durante esses protestos, que também resultaram em 48 policiais e militares feridos, além da morte de um membro das Forças Armadas “devido a disparos efetuados por esses manifestantes” no Estado de Aragua (norte). Saab não fez menção aos ferimentos sofridos pelos manifestantes, que foram dispersados com gás lacrimogêneo e munição letal utilizados pelas forças públicas.

**Artigo por Carolina Ferreira**
*Com informações da EFE*

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