Valesca Popozuda lança EPs com proibidão em gêneros diferentes do funk

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Valesca Popozuda voltou com a essência do proibidão, que marca o início de sua carreira e que a alçou ao sucesso na música brasileira. Entretanto, desta vez, ela deixou o funk de lado e passou a explorar outros ritmos e influências, como R&B, pagode e trap. Os dois EPs, lançados nesta sexta-feira (5/7), se chamam De Volta Para Gaiola: Amor, que traz uma versão mais light das músicas, e De Volta Para Gaiola: Amor de Verdade, que é focado no proibidão. Ela revelou que a ideia foi sair da bolha do funk e se reinventar de alguma maneira, mas deixou claro que não abandonou o ritmo. “Sempre vai me acompanhar”. A cantora revelou o motivo de trazer as duas versões para seu público. “Eu tenho um público que ama o proibidão, mas tem quem curte uma coisa mais tranquila. Eu quis deixar a gosto de todos para que eles não deixassem de consumir a Valesca”, descreveu. 5 imagensFechar modal.1 de 5Felipe Braga2 de 5Felipe Braga3 de 5Felipe Braga4 de 5Felipe Braga5 de 5Felipe Braga A ideia da cantora é explorar e ecoar a sua maturidade musical, como um manifesto pela liberdade sexual e o empoderamento feminino. Apesar de trazer relações de maneira explícita, ela apresenta canções que falam de amor. Sobre essa situação, Valesca disse que gostaria de influenciar as mulheres também. “Eu já debatia sobre o feminismo no início do meu trabalho e não sabia. Foi bem isso quando eu vim de um público masculino, mas eu queria muitas mulheres comigo, cantando por liberdade, por não se importar, com medo de se fechar, com medo da sociedade. Por que o homem pode tudo e quando as mulheres aparecem com uma blusa transparente é vagabunda? Por que eles podem e a gente não?”, questionou. As músicas são Pagodin, um pagode boêmio, 12 Horas, que conta com a participação de MC GW, voltada para o R&B americano, e XXT na XXT, feat. com Ya Malb e que tem, como tema, amor lésbico, mulheres que sentem desejo ou afeto por outras mulheres. Sobre esses gêneros, a cantora falou sobre suas referências. “Vem do Baco Exu do Blues, que eu amo, acho que o jeito dele de falar sobre sexo e prazer é muito libertador, como ele se comunica e também Luiza, que eu curto muito”, descreveu. Ela ainda relatou que tenta agradar o público hétero, mas também LGBTQIAP+. Já sobre o pagode, ela explicou que trouxe um pouco do que foi Mama, outra música sua. “No meio desse EP eu queria lançar um segundo pagode, mas mais descontraído, para a galera dar uma sambadinha mesmo, um pagode raiz e divertido, para quando a galera começasse a ouvir, desse risada mesmo”, disse.

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