Servidora foge do Brasil após desviar R$ 5 milhões destinados à pesquisa de universidade em São Paulo

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**Servidora Foge Após Desviar Milhões Destinados à Pesquisa em Universidade de São Paulo**

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por meio de uma auditoria, descobriu que mais de R$ 5 milhões de verbas de pesquisas do Instituto de Biologia da Unicamp (Universidade de Campinas) foram desviados para uma ex-funcionária da universidade, suspeita de apropriação indébita do dinheiro destinado aos estudos científicos.

O caso veio à tona no início do ano, após transferências suspeitas terem sido identificadas pela universidade. Na época, a funcionária Ligiane Maria de Ávila foi desligada da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp). O portal G1 apurou que a ex-servidora deixou o país em fevereiro.

De acordo com a Fapesp, os R$ 5 milhões foram desviados de 75 destinações de verbas para 36 pesquisadores do Instituto de Biologia, diretamente para a ex-colaboradora. O montante foi informado pela Fundação ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), que está investigando o caso nas esferas cível e criminal.

A auditoria ainda não foi concluída, pois a Fapesp precisa apurar qual parte desses mais de R$ 5 milhões foi efetivamente desviada dos pesquisadores. Isso ocorre porque Ligiane era responsável pelo pagamento de serviços e compras no Instituto e, em algumas situações, transferia os valores “para a própria conta”, visando “facilitar o processo”.

Segundo o G1, foram identificadas pelo menos 220 transferências bancárias suspeitas feitas pela funcionária. Nas notas fiscais, constam diversas justificativas, como aquisição, transporte, manutenção de equipamentos, desenvolvimento de softwares e sites.

Além do processo civil por improbidade, o caso está sob investigação criminal pela Polícia Civil, que apura o crime de peculato. Ligiane informou às autoridades que está fora do país e não tem previsão para retornar ao Brasil. O advogado da ex-servidora pleiteia que seu depoimento seja realizado por videoconferência.

Das 220 transferências suspeitas realizadas pela ex-funcionária, cerca de 160 foram feitas para a própria conta da servidora, enquanto as demais foram destinadas a duas empresas e duas pessoas físicas, que também estão sendo investigadas pela Polícia Civil.

Segundo fontes da Polícia Federal, a suspeita deixou o Brasil em 19 de fevereiro deste ano, um mês após a descoberta dos desvios. Ligiane embarcou em um voo de Campinas com destino a Orly, na França.

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