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A família da falecida dona Emídia expressou indignação diante da suspeita de desaparecimento de um dos rins da paciente após sua morte, no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O advogado da família apontou omissões e erros na elaboração do laudo inicial da autópsia, alegando negligência e imperícia por parte dos profissionais responsáveis pela investigação. A situação levou os familiares a demandarem uma investigação detalhada sobre o ocorrido.
Dona Emídia veio a óbito no HRT, e exames realizados antes do falecimento indicavam a presença de ambos os rins. No entanto, após a morte da paciente, a família solicitou uma verificação minuciosa do corpo, o que resultou em um impasse com a equipe médica. Somente após enfrentarem resistência, o exame que comprovaria o sumiço do rim foi finalmente realizado.
As imagens capturadas durante o processo, mostram os momentos de apreensão e questionamentos por parte dos familiares de dona Emídia. A busca por respostas sobre a possível irregularidade no tratamento do corpo da paciente ilustra a luta por transparência e justiça diante de um caso que levanta sérias dúvidas e levou a um conflito com a instituição de saúde.
O advogado que representa a família afirmou que todas as medidas legais cabíveis serão tomadas para esclarecer o ocorrido e garantir que a responsabilidade por eventuais erros seja apurada. A indignação dos parentes de dona Emídia reflete a angústia e a perplexidade diante de um desfecho inesperado que confronta a confiança no sistema de saúde e na integridade dos procedimentos médicos.
A repercussão do caso levou a debates sobre a conduta ética e profissional no âmbito da saúde, destacando a importância da transparência, diligência e respeito no tratamento de pacientes e seus familiares. A busca por respostas e a exigência por um posicionamento claro das autoridades competentes revelam a necessidade de um rigoroso acompanhamento e fiscalização das práticas médicas.
Por fim, a família de dona Emídia segue em busca de respostas e de medidas que possam garantir a apuração dos fatos, a correção de possíveis equívocos e a prevenção de situações semelhantes no futuro. O caso reforça a importância do cuidado, da transparência e da responsabilidade no exercício da medicina, respeitando sempre a dignidade e os direitos dos pacientes, mesmo após o desfecho de seus tratamentos médicos.
Dona Emídia faleceu no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), e a situação gerou repercussão. Os exames realizados antes do óbito indicavam a presença dos dois rins, no entanto, houve uma denúncia da família sobre o desaparecimento de um dos órgãos após a morte da paciente. A família, então, solicitou a verificação do corpo, enfrentando supostas resistências da equipe médica, até que o exame foi finalmente realizado.
Após análises, o documento oficial surpreendentemente apontou a ausência do rim esquerdo, contradizendo os exames anteriores. Isso levantou suspeitas, e a família questionou a integridade do processo. Para complicar ainda mais a situação, houve alegações de um possível acesso indevido ao sistema de doação de órgãos, gerando tumulto e desconfiança no caso.
Diante desse cenário, o advogado da família, Chavante, se pronunciou, destacando a gravidade do erro cometido pela legista. Ele ressaltou que a emissão incorreta do documento oficial informando a ausência dos rins, quando na verdade estes estavam intactos, evidencia descuido, negligência e imperícia no exercício da atividade profissional. A atitude precipitada, sem a devida cautela, causou transtorno e sofrimento desnecessário aos familiares de Dona Emídia.
O corpo de Dona Emídia será sepultado novamente nos próximos dias, em uma cerimônia restrita apenas aos filhos. O advogado da família agradeceu o apoio recebido durante esse período turbulento e ressaltou que permanecerão buscando responsabilizar aqueles que agiram com negligência no caso. A busca por justiça continua como forma de garantir que situações semelhantes não se repitam no futuro.
O incidente envolvendo Emídia Nunes e seu atendimento médico no dia 27 de março desencadeou uma série de questionamentos. Após apresentar sintomas como enjoo, tontura e dores, ela só foi admitida no HRT após três dias do ocorrido. Durante a hospitalização, uma tomografia identificou a presença de líquido abdominal e pélvico, além dos rins.
Na madrugada de 31 de março, Emídia sofreu uma parada cardíaca, sendo reanimada e conectada a um respirador por 28 minutos, seguida por uma segunda parada. As tentativas de reanimação duraram 45 minutos, sem sucesso, resultando em seu falecimento às 2h17.
Familiares relataram dificuldades em visualizar o corpo de Emídia no hospital, além de obstáculos para autorizar a realização de uma autópsia. Funcionários da Secretaria de Saúde sugeriram que a morte teria sido causada pela Covid-19, o que inicialmente impediria a análise post mortem.
Após insistência da família e a confirmação de que a paciente não estava com Covid-19, a autópsia foi realizada em 2 de abril. O laudo do Serviço de Verificação de Óbitos apontou a ausência de um dos rins, o que contradiz as informações da tomografia realizada no HRT, que mencionava a presença de ambos os órgãos.
Quando o caso veio à tona, a Secretaria de Saúde emitiu uma nota sugerindo que a ausência do rim poderia ser atribuída a uma possível atrofia decorrente de um processo infeccioso, comum em pacientes diabéticos com histórico de infecção urinária.
A pasta afirmou que não havia indícios de remoção cirúrgica do órgão, pois não foram encontradas cicatrizes que indicassem tal procedimento durante a internação. Além disso, a Secretaria destacou que Emídia não era elegível para doação de órgãos, não havendo, assim, a necessidade de entrar em contato com a família para esse fim.
Diante dos novos desdobramentos do caso, o jornal Metrópoles procurou novamente a Secretaria de Saúde, que informou ter aberto uma investigação interna para esclarecer os fatos. A pasta reiterou seu compromisso em colaborar com as investigações e fornecer informações às autoridades competentes no decorrer do processo.
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