Opas eleva risco de febre do Oropouche nas Américas para alto

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A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), um braço da Organização Mundial da Saúde nas Américas, emitiu um alerta epidemiológico de alto risco para a febre do Oropouche no continente, neste sábado (3).

De acordo com a entidade, a decisão foi tomada devido a “recentes mudanças altamente preocupantes” nas características clínicas e epidemiológicas da doença, incluindo casos registrados em localidades fora das regiões endêmicas.

Outros fatores levados em consideração para a emissão do alerta de alto nível incluem duas mortes confirmadas por febre do Oropouche em São Paulo e a identificação de uma potencial transmissão vertical do vírus. A OPAS ainda monitora óbitos fetais e casos de recém-nascidos com anencefalia que possam estar relacionados à infecção.

“Baseado nas informações atuais e disponíveis, com um nível moderado de confiança e com bastante cautela, o nível de risco para a região foi ampliado para alto”, destacou a entidade.

Os critérios considerados para atualizar o nível de risco regional para a febre do Oropouche incluem o risco potencial para a saúde humana. Os sintomas do vírus variam de leves a moderados na maioria dos casos, geralmente se resolvendo em sete dias. Apesar de complicações serem raras, casos de meningite séptica foram documentados. Recentemente, dois casos de mortes associadas ao vírus foram reportados no Brasil durante um surto da doença.

A OPAS também considerou a transmissão vertical do vírus, que está sob investigação. No Brasil, potenciais casos de transmissão vertical da febre do Oropouche foram reportados, incluindo mortes fetais e casos de microcefalia em recém-nascidos. As investigações estão em andamento.

A propagação da doença está em destaque, com o registro de 8.078 casos confirmados em pelo menos cinco países das Américas até 30 de julho de 2024, com o Brasil liderando os casos. No país, 76% dos casos foram registrados na Amazônia.

Dez estados brasileiros fora da região amazônica confirmaram a transmissão local da febre do Oropouche, sugerindo uma expansão do vírus nas Américas. Desde sua identificação em 1955, o vírus causou surtos em vários países da América do Sul e da região amazônica. O risco de propagação dos vetores e transmissão da doença está aumentando devido a várias atividades humanas que afetam o habitat e favorecem os intervalos entre vetor e hospedeiro. Até o momento, não há evidências de transmissão do vírus entre humanos.

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