Veja íntegra de ofício que OAB enviou a Fachin sobre fim do inquérito das fake news

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


OAB cobra limites ao Inquérito das Fake News e defende garantias constitucionais

No documento enviado ao ministro Edson Fachin, nesta segunda-feira (23/2), o Conselho Federal da OAB expressou extrema preocupação institucional com a duração do Inquérito n.º 4.781, conhecido como inquérito das fake news, e pediu o encerramento do processo.

A inação da Justiça em relação à permanência do inquérito também voltou ao foco após uma operação recente de busca e apreensão, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. O alvo da ação foram quatro servidores da Receita que teriam acessado e vazado dados sigilosos de parentes de ministros do STF.

A OAB sustenta que, por ser uma solução institucional extraordinária, o inquérito exige cautela. A Ordem ressalta a necessidade de delimitar o objeto e manter limites constitucionais para a atuação, evitando que a investigação se desloque para além do núcleo inicial que a justificou.

Para a OAB, a defesa da democracia passa pelo devido processo legal, pela ampla defesa, pelo contraditório e pela liberdade de expressão. Garantias constitucionais não dificultam a atuação do Estado, mas asseguram a legitimidade e a confiança pública no sistema judicioso.

A entidade também condena acessos ilegais, obtenção indevida e vazamentos de dados sigilosos, considerados inaces, pedindo apuração rigorosa e punição exemplar, especialmente quando envolvem dados protegidos pelo sigilo profissional no âmbito da advocacia.

Diante do atual cenário nacional, a OAB recomenda contenção, estabilidade e cooperação entre Poderes. A Ordem defende medidas que encerrem inquéritos de natureza perpétua, com delimitação clara do seu alcance, e a evitar a abertura de novos procedimentos com configuração expansiva e indefinida.

A OAB também solicita uma audiência com o ministro Fachin para apresentar as contribuições da advocacia, em espírito de cooperação institucional, reforçando o compromisso com a democracia, a segurança jurídica e a observância da Constituição.

A Ordem encerra reiterando a disposição de colaborar com o STF e agradece a atenção. O objetivo é fortalecer a pacificação institucional, respeitar as prerrogativas da advocacia e manter a confiança da sociedade na atuação dos Poderes.

E você, o que pensa sobre a duração das investigações e a relação entre garantias constitucionais e a atuação do Judiciário? Deixe seu comentário com sua opinião sobre o papel da OAB na defesa do equilíbrio entre os poderes e na garantia dos direitos democráticos. Sua participação é importante para o debate público.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Troca de tiros assusta moradores da região do Barreiro em BH. Vídeo

Belo Horizonte viveu uma perseguição que terminou com troca de tiros na região do Barreiro. Na sexta-feira, 1º de maio, dois suspeitos de...

Casal suspeito de duplo homicídio é preso durante operação no bairro de Itapuã, em Salvador

Resumo: Em Salvador, uma ação policial nesta quinta-feira (30) prendeu um casal de 22 e 24 anos, suspeitos de gerenciar as finanças de...

Homem que ameaçou matar Caiado é preso em Rondônia

Resumo: Um homem suspeito de ameaçar de morte o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi detido em Porto Velho, capital de Rondônia. Caiado...