A defesa do deputado estadual Binho Galinha (PRD), condenado nesta quinta-feira na Operação El Patrón, afirmou ter recebido a sentença com serenidade e classificou a decisão como uma injustiça clamorosa. Em nota encaminhada ao Bahia Notícias, os advogados anunciaram que vão recorrer ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e aos tribunais superiores. Eles sustentam que a condenação se apoia em inconsistências, imprecisões e erros técnicos, ligando?se a supostas irregularidades administrativas relacionadas ao registro de armas de fogo de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), e não a crimes de maior gravidade.
A manifestação ressalta que a condenação teria natureza administrativa, dirigida a um cidadão com registro regular de CAC, cujas armas estão devidamente registradas e declaradas aos órgãos de controle. Segundo os advogados, as acusações não correspondem a crimes graves, apontando falhas técnicas que, na visão deles, não justificariam a punição anunciada.
A defesa também criticou a decretação da prisão preventiva, argumentando que o parlamentar respondeu ao processo em liberdade e que não houve fatos novos que a justificassem. “O parlamentar recebeu a notícia da decisão com absoluta serenidade e com a tranquilidade de quem confia na correção do resultado pelas instâncias superiores”, completaram os representantes.
Os advogados asseguram que a decisão de primeiro grau não prejudica a elegibilidade de Binho Galinha, que permanece no exercício do mandato e com seus direitos políticos, desde que haja recurso. Eles reafirmam a confiança de que a sentença será reformada pelas instâncias superiores e mantêm a defesa da inocência do deputado. E você, qual sua leitura sobre o caso e os argumentos da defesa? Compartilhe sua opinião nos comentários.
