Um hospital de campanha da Samaritan’s Purse, montado na Venezuela após os tremores, já atendeu mais de 800 pessoas e opera 24 horas por dia, em La Guaira. A evacuação de suprimentos, inclusive por avião cargueiro, permitiu instalação rápida de uma unidade capaz de oferecer pronto-socorro, UTI e duas salas de cirurgia.
A unidade é classificada como hospital de campanha de nível 3, com capacidade para mais de 200 atendimentos diários e funcionamento ininterrupto. A montagem começou em 28 de junho e, em apenas dois dias, a equipe já deixava o hospital em funcionamento, trabalhando ao lado de médicos e enfermeiros para atender a população da região. “Você vê um hospital de campanha de nível 3. Funciona 24 horas; temos a equipe completa — médicos, enfermeiros, tudo”, destacou Thomas Ovington, líder de resposta da missão, em entrevista à VPI TV.
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O hospital de campanha da Samaritan’s Purse funciona 24 horas. (Foto: Samaritan’s Purse).
Mariana foi uma das primeiras pacientes atendidas. Ela ficou ferida quando uma parede de seu apartamento desabou, durante o terremoto. “Fiquei vários dias sem atendimento médico e vi que meus ferimentos não melhoravam. Sou realmente grata pela atenção e entendo que o Senhor os trouxe até este lugar para ajudar nosso povo”, contou. Após o atendimento, a equipe realizou uma oração por Mariana e agendou uma visita de acompanhamento.
Luzes solares e água limpa
Além dos atendimentos, voluntários da resposta a desastres entregaram mais de 1.500 luzes solares, mais de 200 rolos de lona e 1.200 cobertores. Na última semana, mais de 1.600 famílias foram assistidas. A equipe de saneamento montou duas unidades de filtragem de água, capazes de retirar água do oceano e torná-la potável. “Sem água limpa, você tem doença”, ressaltou Bruce Clounie, gerente da equipe. Já foram produzidos mais de 3.000 litros de água contaminada tratada para a população.
A atuação da missão mostra como apoio internacional pode chegar rapidamente a comunidades devastadas, oferecendo recursos médicos, higiene, saneamento e água potável. E você, o que acha dessa resposta humanitária diante de desastres como este? Compartilhe suas opiniões nos comentários.
