Resumo: o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira o encerramento do acordo provisório de cessar-fogo com o Irã, após novos ataques iranianos contra bases americanas no Golfo. Os bombardeios atingiram instalações no Bahrein e no Kuwait, violando o entendimento que havia freado o conflito nas últimas semanas e elevando o risco de uma escalada no Estreito de Ormuz.
Na cúpula da OTAN em Ancara, Trump foi questionado sobre o fim do cessar-fogo e respondeu: “É uma pergunta muito interessante. Para mim, acho que acabou”. Garantiu ainda: “Não quero mais lidar com eles. São escória. Pessoas doentes, lideradas por pessoas doentes. Cruéis e violentos. Se tivessem uma arma nuclear, usariam. Para mim, acabou.”
Segundo o CENTCOM, em 7 de julho houve uma nova rodada de ataques com mais de 80 alvos atingidos por munição de precisão, incluindo defesa aérea, redes de comando e controle, radares costeiros e capacidades de mísseis. Três navios comerciais — M/T Al Rekayyat (Ilhas Marshall), M/T Wedyan (bandeira saudita) e M/T Cyprus Prosperity (Libéria) — também foram atingidos durante a travessia pelo Estreito do Ormuz.
O cessar-fogo, que entrou em vigor em abril, foi ampliado em junho para facilitar negociações sobre o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz às vias marítimas internacionais. O acordo era considerado frágil, com acusações mútuas de violações, e a diplomacia mediada pelo Paquistão e pelo Catar buscava evitar um colapso.
A decisão também reacende especulações sobre o papel de Israel no desdobramento do conflito. Embora não tenha havido anúncio oficial de uma ofensiva conjunta, o país participou dos ataques iniciais e permanece em alerta. Analistas dizem que uma possível ampliação das operações pode contar com apoio logístico e de inteligência de Israel. A escalada também impulsionou o preço do petróleo, com mercados globais temerosos de interrupções no trânsito pela região.
Este cenário aponta para a possibilidade de uma nova fase de instabilidade no Oriente Médio, com impactos diretos no fluxo de petróleo e nas relações internacionais. E você, o que acha dessa escalada e o papel de cada ator na região? Compartilhe sua opinião nos comentários.
