Influencers do DF citados pelo MP promoviam Blaze abertamente na web

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Caso envolvendo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) aponta Virginia Fonseca, a Blaze e os influenciadores Lucas Lira e Bruna Sunaika como responsáveis por promover sites de apostas com promessas de renda extra. A ação pede indenização mínima de R$ 120 milhões e a retirada de conteúdos publicitários. O processo tramita no TJDFT e ainda não há decisão.

Segundo o MPDFT, a Blaze, os influenciadores e Virginia Fonseca usaram as redes para divulgar a plataforma de apostas, exibindo ganhos e estimulando seguidores a apostar. A ação aponta que Lucas Lira chegou a mostrar lucros superiores a R$ 10 mil em vídeos, incentivando apostas entre fãs. Bruna também promovia a Blaze e, em vídeos, exibiu ganhos e perdas, ainda que tenha ressaltado que não se poderia considerar renda extra.

Bruna Sunaika, em um vídeo no YouTube, divulgou telas de apostas com lucros e perdas, destacando que é preciso ter consciência de parar. Hoje, não há menções à Blaze nas redes do casal. Ambos foram procurados pela assessoria, mas não se manifestaram.

“Nunca divulgaria algo que sei que tem problema envolvido, nunca faria isso. Nunca fiz, sabe? Nunca vim aqui falar que é uma casa de apostas que vai te dar uma renda extra. Isso não existe.”

Já Bruna defendeu que “como qualquer outro jogo, há possibilidade de ganhar e de perder” e que a aposta envolve responsabilidade, sem apresentar a Blaze como uma renda garantida. “Você é responsável pelo que está apostando”, reforçou.

Lucas Lira, natural de Samambaia (DF), e Bruna estão juntos há mais de 10 anos e vivem em Brasília com os filhos, compartilhando a rotina de viagens. O casal ganhou notoriedade por vídeos de humor e vida familiar.

A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) do MPDFT protocolou ação civil pública contra Virginia Fonseca. O objetivo é que Virginia e a Blaze sejam condenadas a indenizar por danos morais coletivos. Neymar Júnior também foi citado na ação, que acusa uso estratégico da imagem para atrair usuários com promessas de renda extra, ampliando os prejuízos aos consumidores.

A Blaze terá 15 dias para esclarecer procedimentos de abertura, manutenção, bloqueio e encerramento de contas, além de informações sobre valores retidos, bônus e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. O MP pede tutela de urgência para que Virginia remova das redes conteúdos que prometam lucros irreais ou induzam o consumidor ao erro.

A ação tramita na 7ª Vara Cível de Brasília e ainda não há decisão.

E você, o que pensa sobre esse tipo de divulgação por influenciadores e sobre a atuação do MP no tema? Compartilhe sua visão nos comentários.


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