A derrota do Brasil para a Noruega nas oitavas da Copa do Mundo, por 2 a 1 (Haaland marcou duas vezes e Neymar descontou), motivou o deputado Luiz Carlos Hauly a apresentar o PL 3.582/2026, que propõe restringir a convocação de atletas e integrantes da comissão técnica a profissionais vinculados a clubes atuantes no Brasil. A ideia é fortalecer o futebol nacional e incentivar a permanência de talentos no país.
A proposta determina que as seleções masculina, feminina e as categorias de base só poderão convocar atletas registrados por clubes sediados no Brasil e que participem de competições oficiais nacionais. A restrição também abrange treinadores, auxiliares, preparadores físicos, preparadores de goleiros e demais membros da comissão técnica.
O PL ainda prevê a proibição de contratos de patrocínio, publicidade e exposição comercial entre entidades esportivas, clubes e federações com empresas de apostas, jogos de azar e plataformas eletrônicas. Caso seja aprovado, contratos vigentes deverão ser encerrados em até 180 dias.
Não é a primeira tentativa de Hauly nesse tema. Após a eliminação da Seleção para a França na Copa do Mundo de 2006, ele apresentou o PL 7.283/2006, que estabelecia que apenas jogadores que tivessem atuado no futebol brasileiro nos 12 meses anteriores ao torneio poderiam defender a equipe nacional. A proposta não avançou, em parte por entraves constitucionais, como o Artigo 217 da Constituição Federal, que garante autonomia às entidades esportivas na organização e no funcionamento.
Como o debate ganha nova repercussão, a tramitação deve enfrentar discussões sobre autonomia das entidades esportivas e os impactos na gestão de clubes e seleções. E você, qual é a sua opinião sobre manter jogadores e técnicos no Brasil para fortalecer o futebol nacional?
