O El Niño continua ganhando força e pode figurar entre os eventos mais intensos já registrados. O Centro de Previsão Climática (CPC) dos EUA aponta alta probabilidade de o pico ocorrer entre outubro e dezembro, com impactos esperados em várias regiões do planeta.
Na atualização mais recente, o CPC aponta 81% de chance de o El Niño alcançar a categoria de “muito forte” entre outubro e dezembro. Essa intensidade envolve água do Pacífico com temperatura pelo menos 2°C acima da média. O CPC mantém ainda 97% de probabilidade de o fenômeno permanecer ativo até o início da primavera de 2027 no Hemisfério Norte. Especialistas como Tim Stockdale descrevem como “uma enorme surpresa” se não houver novos recordes.
Os efeitos variam por região. Nos EUA, o fenômeno pode aliviar secas em áreas da Califórnia, mas também trazer condições mais secas para outras partes do país. Na Austrália, esperam-se períodos mais longos de seca; na África Oriental e no sul dos EUA, invernos mais úmidos são prováveis. A pesquisadora Isla Simpson aponta que o aquecimento global está aumentando a variabilidade do El Niño, elevando a probabilidade de eventos mais intensos de El Niño e de La Niña.

As temperaturas de superfície do Pacífico, na região Niño 3.4, estão atualmente 1,2°C acima da média, fortalecendo o El Niño conforme o sistema oceano-atmosfera se ajusta. Embora o pico típico ocorra entre novembro e fevereiro, seus efeitos sobre temperaturas globais costumam aparecer mais adiante. Com o aumento das temperaturas causado pela ação humana, 2023 ficou entre os anos mais quentes já registrados e 2024 foi o mais quente da história.
E você, já tem sentido mudanças no tempo onde mora? Compartilhe suas experiências ou dúvidas nos comentários. Vamos acompanhar juntos as próximas informações sobre o El Niño e entender como ele pode impactar o clima ao redor do mundo.
