BH terá reconhecimento facial integrado à Polícia Federal

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Minas Gerais

Parceria permitirá que câmeras do programa Muralha BH auxiliem na localização de foragidos e pessoas desaparecidas, com validação da PF

Belo Horizonte — A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) assinou uma parceria entre o programa Muralha BH e a Polícia Federal (PF) para que as câmeras de monitoramento enviem imagens para a PF. A PF ficará responsável pelo processamento dos dados com reconhecimento facial e pela emissão de alertas nos casos de possível correspondência. A iniciativa amplia o Muralha BH como ferramenta de apoio à segurança pública, sem que haja automatização de decisões.

Segundo o convênio, as imagens captadas pelas câmeras serão analisadas pela plataforma da PF. Caso seja identificada uma possível correspondência, um alerta será emitido, passando pela validação técnica da PF antes de qualquer atuação operacional. A PBH ressalta que o sistema não realiza identificação automática nem toma decisões de forma autônoma, funcionando unicamente como apoio às forças de segurança.

Projeto Muralha BH — A integração faz parte da ampliação do Muralha BH, o sistema de monitoramento inteligente desenvolvido pela PBH em parceria com a Prodabel. O plano prevê a instalação de mais de 10 mil câmeras em diversas regiões da cidade, incluindo praças, parques, escolas municipais, centros de saúde, vias de grande circulação, acessos aos corredores urbanos, o Anel Rodoviário e fronteiras com municípios da Região Metropolitana.

A proposta busca integrar diferentes tecnologias e bancos de dados para ampliar a capacidade de monitoramento e fornecer apoio às ações das forças de segurança.

Nova parceria amplia monitoramento — Trata-se da segunda parceria firmada pela PBH com órgãos federais em menos de um mês: em 25 de junho, o município assinou convênio com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), permitindo acesso à base nacional de veículos com restrições por meio do projeto Alerta Brasil.

Segundo a prefeitura, a integração entre os sistemas busca fortalecer o combate à criminalidade, ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança e aumentar a sensação de segurança da população.

Todo o processo seguirá a legislação vigente e os protocolos de proteção de dados e de segurança da informação, assegurando que a decisão final permaneça com as autoridades competentes.

Essa expansão do Muralha BH reforça o compromisso de Belo Horizonte em usar tecnologia para uma atuação mais eficiente das forças de segurança, ao mesmo tempo que prioriza a proteção de dados e a privacidade dos cidadãos.

E você, o que acha dessas tecnologias de vigilância integrada? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como essa aproximação entre câmeras, PF e PRF pode impactar o dia a dia da cidade.

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