BC se mostra preocupado com alta do dólar e diz que não hesitará em subir Selic para manter inflação na meta

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O Banco Central expressou preocupação com a recente alta do dólar e declarou que está disposto a aumentar a taxa de juros para garantir que a inflação permaneça dentro da meta estabelecida. Em sua última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC mencionou que os movimentos persistentes do câmbio podem ter impactos inflacionários significativos, que serão considerados pelo Comitê. Diante desse cenário, o Banco Central enfatizou a necessidade de acompanhar de perto os determinantes da inflação e manter uma vigilância maior diante de um ambiente mais desafiador. A cotação do dólar encerrou o dia a R$ 5,75.

Além disso, o Copom está atento à política fiscal, destacando a influência da percepção do mercado nos ativos e expectativas. A ata menciona que a visão atual sobre os gastos públicos e a sustentabilidade fiscal tem impactos relevantes nos preços dos ativos e nas expectativas. O Comitê reitera a importância de uma política fiscal consistente e comprometida com a estabilidade da dívida, o que contribui para ancorar as expectativas de inflação e reduzir os prêmios de risco dos ativos financeiros, influenciando a política monetária.

O colegiado ressalta que a coordenação entre as políticas monetária e fiscal auxilia na estabilidade de preços e no suavizar das flutuações na atividade econômica, assim como no estímulo ao pleno emprego. A ata também reforça a ideia de que o enfraquecimento das reformas estruturais, o aumento do crédito direcionado e a incerteza em relação à estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia. Esses fatores podem comprometer a eficácia da política monetária e encarecer o processo de desinflação em termos de atividade econômica. Na última decisão, o Copom optou por manter a Selic em 10,50% ao ano, de forma unânime.

Com base em informações do Estadão Conteúdo, o Banco Central destaca a importância de avaliar de perto esses cenários para tomar decisões que garantam a estabilidade econômica e o controle da inflação. A postura cautelosa do BC em relação ao câmbio e à política fiscal reflete a busca por um ambiente econômico mais controlado e previsível, que favoreça o desenvolvimento sustentável do país.

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