STF mantém decisão e reconhece vínculo de emprego entre entregador de aplicativo e empresa

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, reconheceu o vínculo de emprego entre um entregador e a empresa RSCH Entregas, que atuava como terceirizada para o iFood. A decisão do STF confirma a posição anteriormente tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ). A questão foi debatida durante a sessão realizada nesta terça-feira (6).

O TRT-RJ já havia indicado que havia evidências claras da subordinação hierárquica entre o entregador e a empresa, uma vez que a RSCH estabelecia uma jornada de trabalho regular e exigia exclusividade do trabalhador, que utilizava sua bicicleta para realizar as entregas. Conforme determinado pela primeira instância, esses detalhes excluíam a possibilidade de considerar os serviços prestados como ocasionais.

No recurso apresentado ao STF, a empresa argumentava que o TRT-RJ teria desrespeitado uma decisão anterior da Suprema Corte que permite a contratação de trabalhadores em formatos distintos daqueles estabelecidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O relator do processo, ministro Cristiano Zanin, ressaltou que o STF tem anulado decisões trabalhistas que reconhecem o vínculo empregatício entre entregadores e plataformas. Entretanto, em sua análise, este caso apresentava particularidades. O ministro enfatizou que o trabalhador não estava registrado diretamente no iFood, mas recebia instruções por meio da RSCH, que estabelecia um horário fixo, salário determinado, períodos de descanso semanal e proibia o entregador de se cadastrar em outras plataformas.

Os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino seguiram a mesma linha de pensamento. Apenas o ministro Luiz Fux discordou do entendimento.

Além de reconhecer o vínculo empregatício, o TRT-RJ também determinou a responsabilidade subsidiária da plataforma no pagamento dos direitos trabalhistas, o que implica a obrigação de quitação das verbas caso a empresa terceirizada deixe de fazê-lo. A respeito desse aspecto, Zanin salientou que a RSCH possuía um contrato de exclusividade com o iFood, o qual não contestou a decisão.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Mulher consegue fugir após ser mantida refém no DF. Suspeito foi preso

Uma mulher foi mantida refém por um homem armado com faca no início da tarde deste domingo (24/5) no Distrito Federal. Ela conseguiu...

Homem é preso após matar e esquartejar primo da esposa em SP; suspeita de assédio é investigada

Um homem de 20 anos foi preso neste sábado em Amparo, no interior de São Paulo, após confessar à Polícia Militar ter matado...

DF: agressivo, homem é preso após quebrar ônibus e bater em passageira

Um homem foi preso na tarde deste domingo, 24/5, após agredir uma passageira de ônibus e quebrar o vidro da porta traseira do...