Alberto Fernández esclarece que o olho roxo em sua ex-mulher foi resultado de um procedimento estético anti-rugas, após imagens de Fabiola Yañez, ex-primeira-dama da Argentina, circularem na imprensa. O ex-presidente argumenta que não se trata de agressão, mas de um efeito do tratamento cosmético. Na semana passada, Fabiola denunciou Fernández por violência de gênero, o que ele nega veementemente. Em uma publicação nas redes sociais, prometeu provar sua inocência. Em recente entrevista ao jornalista Horacio Verbitsky, Fernández reiterou sua posição, questionando a falta de testemunhas sobre as supostas agressões.
Durante a entrevista, Fernández levanta dúvidas sobre a veracidade das alegações, mencionando que Fabiola buscou tratamentos de fertilidade para terem um filho juntos, o que contradiz a narrativa de abuso. Além disso, destaca manter diálogos com a mãe de Fabiola sobre o alcoolismo da ex-primeira-dama, citando seus relacionamentos anteriores como exemplos de conduta. Ele ressalta que não houve episódios de agressão em seus relacionamentos anteriores, como com Marcela Luchetti e Vilma Ibarra.
A cronologia dos eventos revela que o tribunal federal de Buenos Aires abriu uma investigação criminal para apurar acusações de “terrorismo psicológico”, assédio telefônico e abuso físico por parte de Fernández contra Fabiola. Após a audiência, uma medida protetiva foi emitida, impedindo Fernández de se aproximar de Fabiola a menos de 500 metros e de manter contato com ela. Dias depois, a mídia argentina divulgou imagens das agressões e a polícia realizou busca e apreensão no apartamento do ex-presidente, confiscando seu celular. Em uma entrevista subsequente, Fabiola descreveu as agressões como constantes e muito mais graves do que as mostradas nas imagens.
Essa situação envolvendo o ex-presidente e sua ex-mulher tem despertado intensos debates na Argentina, colocando em xeque a versão de cada um e provocando reações conflitantes na opinião pública. As acusações de Fabiola e a defesa de Fernández lançam luz sobre questões delicadas, como violência de gênero, responsabilidade criminal e o peso das relações pessoais na esfera pública. O desenrolar desse caso certamente terá impacto não apenas no cenário político argentino, mas também na percepção da sociedade em relação a essas questões sensíveis.
Por Luisa Cardoso, com informações do Estadão Conteúdo.

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