O Primeiro Comando da Capital (PCC) é uma das maiores facções criminosas do Brasil. Recentemente, Diego Hernan Dirísio, membro do grupo, foi preso na Argentina. O líder máximo do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, também já foi capturado e está detido em um presídio federal em Brasília.
Um incidente envolvendo o PCC gerou tensão em São Paulo, quando um scanner descobriu que membros da facção haviam jurado matar diretores de presídios na região. Essa situação evidenciou a influência e o poder de intimidação que o grupo possui.
Além de Marcola e Dirísio, outros membros importantes do PCC já foram detidos. Fernandinho Beira-Mar, líder do Comando Vermelho (CV), também foi capturado, dessa vez na Colômbia em 2001. Elvis Riola, outro membro do PCC, foi preso pela polícia boliviana em uma operação de combate ao crime organizado.
Essas prisões e operações demonstram os esforços das autoridades para combater o crime organizado, especialmente as facções criminosas que atuam no Brasil e em países vizinhos. A cooperação internacional e a troca de informações têm sido fundamentais para enfraquecer essas organizações e garantir a segurança da população. A atuação das forças de segurança é essencial para enfrentar o crime e proteger a sociedade.A decisão da agência foi aprovada pela Secretaria-Executiva da Casa Civil da Presidência da República. O órgão considerou que a divulgação das investigações “acarretaria risco à segurança dos servidores da Abin, assim como de órgãos parceiros, decorrentes do perfil de ameaça do objeto de interesse da Inteligência: organizações criminosas altamente estruturadas, cuja atuação recente é marcada pela execução planejada de agentes públicos, inclusive federais, dentre diversas outras formas de manifestação violenta”.
“Neste caso, a confidencialidade específica dessas informações persiste independentemente do vencimento do prazo de classificação, em observância ao princípio da Supremacia do Interesse Público”, justificou a Presidência da República.
O Planalto também destacou que o vazamento de informações sobre PCC e CV “exporia e comprometeria atividades operacionais de inteligência e meios técnicos adotados, pois o tema demanda constante acompanhamento por parte da Inteligência de Estado, considerando que a ação do crime organizado em todo o país representa, atualmente, uma das principais ameaças à sociedade e ao Estado brasileiros.”
“Além disso, a Agência ressaltou que o trabalho de Inteligência antecede ações de segurança pública realizadas pelas instituições policiais e de Justiça, e que, portanto, eventos acompanhados há cinco ou dez anos têm grande probabilidade de serem objeto de investigações e ações judiciais atuais. Portanto, a divulgação desse tipo de informação tem o potencial de colocar em risco a proteção de testemunhas e depoentes em investigações policiais e processos judiciais em andamento, decorrentes de ações do passado.”
### Prisão na Colômbia
Na América do Sul, CV e PCC atuam principalmente na Bolívia e Colômbia, países tradicionais na produção de cocaína. Na Colômbia, as duas facçõesÉ conhecido que organizações criminosas brasileiras mantêm laços e relações com ex-membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O líder do Comando Vermelho, Fernandinho Beira-Mar, foi capturado pelo Exército colombiano em 2001, época em que era o criminoso mais procurado do Brasil. Por sua vez, Marcola, chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso em Fortaleza em 2016.
De acordo com as autoridades brasileiras, a cocaína colombiana que abastece ambas as facções – CV e PCC – atravessa o rio Vaupés, na fronteira entre os dois países, chegando ao Amazonas. Dali, a droga é transportada pelo Rio Negro até os integrantes das facções. Posteriormente, a substância é levada para Manaus, onde é distribuída para o mercado interno e externo.
O PCC expandiu sua atuação para a região de Putumayo, na Colômbia. Através dessa área, a facção abriu rotas de tráfico que se estendem até o Oceano Pacífico, ampliando os negócios com a Ásia e reforçando suas parcerias estabelecidas anteriormente com organizações africanas.
No início deste ano, um dos principais assassinos conhecidos do PCC foi detido na Bolívia, destacando a importância do país vizinho nas operações da facção. Elvis Riola de Andrade, conhecido como “O Cantor”, foi preso em Santa Cruz de la Sierra após informações fornecidas pelas autoridades brasileiras.
Assim como o cartel mexicano Los Zetas, o Comando Vermelho e o PCC atuam na Bolívia em colaboração com clãs locais, conhecidos como “famílias” de traficantes que operam em todo o país.
A disputa por território entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital é extremamente violenta, tanto na Colômbia quanto na Bolívia. O grupo do Rio conquistou a hegemonia do tráfico no Acre e ampliou suas operações nas regiões de fronteira.
As rotas do comércio ilegal de armas para as facções brasileiras passam por países como Peru e Argentina. A “Rota do Solimões”, que também atinge a Venezuela, abastecia o PCC com armas e drogas para suprir o mercado no Norte do Brasil, parte do Centro-Oeste, Nordeste e até mesmo a Europa. Atualmente, essa rota é controlada pela facção Família do Norte (FDN).
Na Argentina, as facções brasileiras começaram a expandir rapidamente a partir de 2019. Nesse ano, a polícia argentina confiscou cerca de 200 milhões de dólares em armas que seriam destinadas ao Comando Vermelho e ao Primeiro Comando da Capital. As armas chegariam ao Brasil pela cidade de Pedro Juan Caballero, na fronteira do Paraguai com o Mato Grosso do Sul.
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