PPCub é publicado e vira lei. Veja a íntegra do texto

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O Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub) foi oficialmente transformado em lei após ser sancionado e publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) hoje, segunda-feira (12/8).

Com os 63 vetos do governador Ibaneis Rocha (MDB), a versão final do PPCub conta com 782 páginas. Esse plano estabelece as diretrizes para a ocupação de Brasília, cidade Patrimônio da Humanidade protegida em nível federal e distrital. Para acessar a nova lei, clique neste link.

Embora tenha sido um projeto de iniciativa do governo, Ibaneis Rocha demonstrou sensibilidade às críticas de diferentes grupos da sociedade civil em relação à proposta. Diante das diversas opiniões contrárias em vários pontos, Ibaneis reavaliou sua posição, aceitando sugestões e vetando partes consideradas prejudiciais à preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília.

Ibaneis bloqueou a possibilidade de aumento da altura de 16 prédios nos setores hoteleiros Norte (SHN) e Sul (SHS), localizados próximos à Esplanada dos Ministérios, que poderiam passar de três para 12 andares. Essa alteração estava presente no texto original do PPCub e havia sido mantida pelos deputados distritais.

Outra parte vetada por Ibaneis era a proposta de criação de um camping no Parque dos Pássaros, no fim da Asa Sul, próximo às quadras 216 e 416. Da mesma forma, Ibaneis eliminou a permissão para instalação de comércios no Setor de Embaixadas Norte.


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Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal

Ibaneis vetou criação de camping em área no fim da Asa Sul e aumento da altura de hotéis

A recente lei aprovada permitiu a construção de apartamentos à beira do Lago Paranoá em Brasília. O plano, que teve 63 vetos ao texto original do projeto de lei complementar aprovado pela Câmara Legislativa, foi sancionado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. A cerimônia de assinatura do Plano de “Preservação” do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub) contou com a presença do governador.

Entre os vetos realizados por Ibaneis Rocha, está a criação de um camping em uma área na região sul da cidade, bem como o aumento da altura máxima de hotéis na região. A autorização para a construção de edifícios residenciais próximos ao Lago Paranoá é uma das principais mudanças trazidas pela nova legislação.

A liberação da construção de prédios residenciais às margens do Lago Paranoá faz parte das medidas adotadas no âmbito do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília. Essa decisão foi controversa e gerou debates entre defensores do planejamento urbano e ambiental na região.

A infraestrutura urbana e a ocupação do espaço às margens do lago são aspectos que preocupam os ambientalistas e urbanistas, que temem os impactos dessa nova política de construção na região. O governo local espera que as medidas aplicadas possam fomentar o desenvolvimento econômico, mas sem comprometer a preservação ambiental do local.

A decisão de permitir a construção de apartamentos à beira do Lago Paranoá representa um marco nas políticas de ocupação e uso do solo na capital federal. A legislação em vigor busca equilibrar o desenvolvimento urbano com a conservação de áreas verdes e recursos hídricos, promovendo um debate sobre os limites entre o crescimento da cidade e a preservação ambiental.As mudanças na área tombada trazidas pelo PPCub incluem a permissão para habitações nos pavimentos superiores de edifícios na região da W3 Norte. Anteriormente, apenas escritórios eram permitidos. Agora, com a legalização das moradias, o objetivo é resolver o abandono existente e investir na revitalização do Conjunto Urbanístico, conforme destacou Ibaneis.

Além disso, a nova legislação autoriza a presença de moradias nos pavimentos superiores das quadras 700 do Noroeste, próximas à Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia).

Outra modificação relevante na região tombada é a transformação de quatro lotes às margens do Lago Paranoá, destinados anteriormente a clubes, em áreas aptas para a construção de hotéis e apart-hotéis. Com essa alteração, a região adjacente ao Palácio da Alvorada e ao Palácio do Jaburu poderá abrigar até 9 mil apartamentos e aproximadamente 27 mil moradores.

No Setor de Múltiplas Atividades Sul (SMAS), a altura máxima dos edifícios, conhecida como gabarito, será elevada de 12 para 15 metros. O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, explicou que esse acréscimo de 3 metros visa regularizar a instalação de caixas d’água nos prédios.

A proposta de lei complementar que estabeleceu o PPCub foi aprovada pela CLDF em 19 de junho, com 18 votos favoráveis e seis contrários. Essas mudanças representam uma nova fase para o planejamento urbano da região, buscando a regularização e a revitalização de áreas importantes da cidade.

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