Celso Amorim, o espantoso, e a sua ideia de nova eleição na Venezuela

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O renomado chanceler brasileiro, Celso Amorim, surpreendeu a todos com sua sugestão de realizar uma nova eleição presidencial na Venezuela, assemelhando-a a um “segundo turno”. A iniciativa de Amorim veio à tona durante uma reunião ministerial no último dia 8, realizada a portas fechadas.

Diante da declaração de vitória tanto de Nicolás Maduro quanto da oposição, Amorim propôs a organização de novas eleições, dessa vez com a presença de observadores da União Europeia. No entanto, ressaltou que a UE deveria suspender as sanções contra o regime de Maduro para convencê-lo a aceitar um segundo pleito. Em outras palavras, a União Europeia teria que conceder uma espécie de “resgate” pela democracia venezuelana sequestrada pelo ditador.

Acreditar que Nicolás Maduro pode estar correto ao se autodeclarar vencedor, mesmo diante das acusações de desaparecimento de atas eleitorais, prisões de opositores, mortes e ameaças, é no mínimo fantástico. A Fundação Carter, entre outras organizações, foi testemunha dessas irregularidades.

Embora a oposição possua documentos que comprovam a vitória de seu candidato, Edmundo González Urrutia, Amorim enxerga um impasse, colocando os dois lados em igualdade. No entanto, não há impasse, e sim um flagrante roubo perpetrado pelo ditador, um cenário que é legitimado pela não aceitação da vitória de González Urrutia, inclusive por Lula.

É improvável que Nicolás Maduro aceite qualquer desfecho eleitoral que não seja em sua vantagem. Essa postura era evidente antes dos recentes acontecimentos e persistirá enquanto ele estiver no poder. A proposta de novas eleições na Venezuela, levantada por Amorim, surpreende até os mais céticos. E por que não estender essa ideia também para o Brasil, considerando a autoafirmação de vitória de Bolsonaro?

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