María Corina diz que é ‘falta de respeito’ propor nova eleição na Venezuela

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A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, rejeitou nesta quinta-feira (15) a proposta de novas eleições no país, conforme mencionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante uma coletiva de imprensa, Maria Corina questionou a viabilidade de realizar múltiplas eleições, caso os resultados não agradassem, enfatizando que isso seria desrespeitoso com os venezuelanos e uma tentativa de ignorar os acontecimentos de 28 de julho.

Ela fez um alerta sobre a intensificação da perseguição aos opositores após as eleições, com mais de 1300 pessoas detidas, relatos de desaparecimentos, feridos e mais de 20 mortes. Além disso, rejeitou a proposta de um governo de coalizão entre a oposição e o chavismo, destacando que a oposição busca uma transição democrática com garantias para todas as partes envolvidas, e não um simples compartilhamento de poder.

Por outro lado, María Corina enfatizou que a melhor opção para Maduro seria aceitar os termos de uma transição democrática. Apesar de aliados do regime chavista terem sugerido a possibilidade de uma nova eleição, a comunidade internacional demonstra ceticismo em relação a essa proposta, considerando-a uma armadilha que poderia beneficiar politicamente Maduro, especialmente com o possível apoio de Brasil, Colômbia e México.

Em suas declarações, o presidente Lula afirmou que ainda não reconhece Nicolás Maduro como presidente reeleito na Venezuela e mencionou publicamente a possibilidade de novas eleições no país vizinho. Ele sugeriu que, se Maduro agisse com bom senso, poderia convocar novas eleições como uma forma de buscar uma solução para a crise política venezuelana.

María Corina reiterou a importância de respeitar a vontade do povo venezuelano e buscar uma saída política dentro das normas democráticas estabelecidas. A tensão política na Venezuela continua em destaque, com as lideranças opositoras defendendo uma transição pacífica e democrática, enquanto o governo de Maduro enfrenta pressões internas e externas para encontrar uma solução para a crise política no país.

*Com informações do Estadão Conteúdos

Publicado por Sarah Américo

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