Deputada defende engajamento de sociedade para regulamentação do PL da Economia Criativa

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A representante federal Lídice da Mata (PSB) destacou a importância da participação da sociedade civil na regulamentação do Projeto de Lei da Economia Criativa. Nos dias 16 e 17 de agosto, a deputada participou do Seminário Nacional Uma Lei para a Economia Criativa, sediado na Universidade Federal da Bahia, em Salvador. O evento foi promovido pelo Obec/Ufba, em parceria com o Instituto Pensar e a Frente Parlamentar do setor, da qual Lídice é presidente.

“Esta legislação pode representar um avanço na conexão com outras leis de incentivo (como cultura, esporte, ciência e tecnologia), colaborando para a formulação de políticas públicas com o Poder Executivo. A Lei deve contemplar as 15 diretrizes do Brasil Criativo, já lançadas pelo Governo Federal. Um dos desafios é fazer com que o tema seja reconhecido pela sociedade, para que ela compreenda e apoie a iniciativa”, avaliou a parlamentar.

A coordenadora do Observatório de Economia Criativa da Bahia, Daniele Canedo, enfatizou que o objetivo principal do seminário é promover o debate acerca da Lei Nacional da Economia Criativa, que está em processo de tramitação na Câmara. “É fundamental termos uma promoção de políticas públicas para um setor que já está em movimento há duas décadas e que enfrenta dificuldades. Na Bahia, o Obec tem atuado por dez anos, produzindo informações sobre o tema. Este seminário trará importantes contribuições para a formulação da Lei”, disse a professora.

Participante do encontro, o secretário-executivo do Ministério do Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, Tadeu Alencar, ressaltou a importância da discussão da Economia Criativa em um âmbito multiministerial, com a presença de diversos integrantes do governo. “É necessário que a abordagem e a condução deste segmento sejam uma política de Estado, abrangendo diversas gestões”, afirmou.

O presidente do Instituto Pensar, Domingos Leonelli, apontou que a Economia Criativa reflete o novo cenário econômico em que vivemos, com tecnologias se renovando em ritmo acelerado. Ele destaca que o capitalismo continua a apresentar facilidades e desafios, sendo que o grande desafio do Brasil, no contexto da economia criativa, é se integrar à economia global.

A pesquisadora do tema e consultora da Unesco, Claudia Leitão, ressaltou que a política pública é essencial para o avanço da economia criativa, pois envolve toda a sociedade: empreendedores, trabalhadores e consumidores.

Leitão citou o exemplo da Austrália, que tem constantemente atualizado a legislação voltada para a Economia Criativa. Ela também elogiou países africanos como Quênia, Nigéria, assim como nações da América Latina como Colômbia, México e Peru, que também possuem debates avançados sobre o tema.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Esmeralda de 142 kg encontrada na Bahia vai a leilão com lance inicial de quase R$ 80 milhões

Resumo: Uma esmeralda gigante, batizada de Selena, descoberta na Serra da Carnaíba, em Pindobaçu, no Piemonte Norte do Itapicuru, será leiloada no dia...

Radiovaldo destaca impactos da privatização da RLAM no aumento do combustível na Bahia e defende reestatização

Resumo rápido: Em Salvador, o debate sobre a privatização da RLAM volta à tona, com o deputado Radiovaldo Costa (PT) advertindo que a...

Prefeitura de Ilhéus realiza distribuição de peixes e kits de alimentos para a Semana Santa

Resumo: A Prefeitura de Ilhéus iniciou, nesta Semana Santa, a entrega de mantimentos para famílias em vulnerabilidade social, dentro da campanha Esperança na...