MP-BA investiga contrato de R$ 18 milhões da Prefeitura de Correntina com consórcio público

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades no Contrato Administrativo nº 244/2025 entre a Prefeitura de Correntina e o Consórcio Público Intermunicipal do Oeste da Bahia (Consid). A investigação, conduzida pela Promotoria de Justiça de Correntina, foca serviços de recuperação de estradas vicinais, locação de máquinas pesadas e fornecimento de insumos e mão de obra, com valor global superior a R$ 18 milhões.

A portaria que oficializou o inquérito foi publicada nesta segunda-feira (9). Ela aponta que a apuração nasceu de uma notícia de fato que indicou suspeitas de irregularidades na contratação, destacando a observância aos princípios da Administração Pública e às normas que regem consórcios públicos e licitações.

O MP ressalta que o Consid, embora formado como associação pública ou pessoa jurídica de direito privado, está sujeito aos princípios constitucionais da Administração Pública (artigo 37 da Constituição) e às normas da Lei de Consórcios Públicos (Lei 11.107/2005) e da Nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021).

Antes da instauração, o MP já havia acionado o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), por meio da Denúncia nº 25128/25, relacionada aos mesmos fatos. O TCM foi oficialmente requisitado a fornecer informações detalhadas sobre o andamento do processo, incluindo cópias integrais dos documentos, manifestações, relatórios técnicos e pareceres.

Segundo a solicitação, o MP também pediu que o TCM esclareça se foram identificadas irregularidades na contratação, a natureza das inconsistências, eventual dano ao erário, responsabilização de agentes públicos ou privados e se houve aplicação de sanções ou recomendações ao município ou ao Consid.

A prefeitura de Correntina foi notificada para apresentar, em até dez dias, a cópia integral de toda a documentação que instruiu e fundamentou o contrato com o Consid.

Este caso reforça a necessidade de transparência nas obras e serviços de gestão municipal, além de fomentar o debate sobre a aplicação de recursos públicos em obras de infraestrutura regional. Nos acompanhe para saber como evoluem as investigações e quais desdobramentos forem anunciados pelas autoridades.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Conselho de Direitos Humanos analisa 643 mortes de presos em MG desde 2024

Belo Horizonte - Mais de 600 pessoas morreram sob custódia do Estado em Minas Gerais desde 2024, segundo levantamento do Conedh-MG, ligado à...

Metrópoles Endurance Corrida: preparação adequada faz diferença na hora da prova. Faça sua inscrição!

A cidade vai sediar a corrida Metrópolis Endurance, Corrida, marcada para o dia 7/6. A largada está prevista no Eixão Sul, nas proximidades...

China, EUA e Israel disputam avanço em armas a laser

As armas de energia direcionada, especialmente os lasers, avançam como vetor real de defesa. Observadores identificaram, no aeroporto de Dubai, um sistema de...