Luís Felipe Salomão se despede do CNJ após dois anos; novo corregedor nacional tomará posse em setembro

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Atualmente exercendo o cargo de corregedor nacional de Justiça, o ministro Luis Felipe Salomão encerrou sua participação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira (20). Após dois anos de mandato, Salomão se despede do CNJ.

Salomão, que ocupou a posição na Corregedoria Nacional desde agosto de 2022, assumirá como vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na quinta-feira (22).

Durante sua última participação como membro do CNJ, Luis Felipe Salomão destacou as ações correicionais e políticas públicas implementadas pela Corregedoria Nacional de Justiça nos últimos dois anos.

Dentre os projetos desenvolvidos durante a gestão do ministro Salomão, estão o Programa Novos Caminhos, que busca garantir um futuro promissor para jovens em situação de acolhimento; o Programa Permanente de Regularização Fundiária – Solo Seguro Favela; e a campanha “Um Só Coração”, voltada a facilitar a doação de órgãos e tecidos.

O ministro expressou que esse período foi uma experiência marcante. Ele afirmou: “Visitei os 27 Estados e fui a praticamente todos os tribunais, órgãos e instituições de todos os segmentos integrantes do sistema de Justiça. São 87 corregedorias de Justiça com as quais procurei trabalhar integrado e em harmonia”.

Segundo o ministro, a fiscalização, realizada por meio da atividade disciplinar, correições e inspeções, é a atividade mais conhecida da Corregedoria. “O intuito de nossas visitas foi sempre o de identificar os problemas e auxiliar as Cortes a solucioná-los”. Ele ressaltou que em todas as correições – ordinárias e extraordinárias – o objetivo era identificar e reproduzir boas práticas, “interagindo com a sociedade local para fazer com que o Judiciário cumpra cada vez melhor sua missão”.

Dentro da atuação disciplinar, Salomão afirmou acreditar que “o bom juiz é aquele que não se envenena pela paixão, não se desvia pelo preconceito, é suave no trato, mas firme na ação e exigente no resultado”. Além disso, deve, de maneira silenciosa, restabelecer a paz social abalada pelo conflito que ele decide.

Para além da fiscalização, Salomão ressaltou a importância de automatizar e modernizar os cartórios extrajudiciais. Atualmente, o país conta com 13 mil unidades desses cartórios. “O papel de impulsionar e implantar essa ferramenta é da Corregedoria, principalmente com a edição da Lei n. 14.382/2022, que cria o Sistema Eletrônico dos Registros Públicos, pavimentando o caminho para a criação de cartórios digitais, uma de nossas prioridades”.

O novo corregedor nacional, ministro Mauro Campbell, assumirá o cargo no dia 3 de setembro. Até lá, o cargo será ocupado interinamente pelo conselheiro Caputo Bastos, ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Acidente entre carros deixa um ferido na Baixa de Sapateiros

Uma colisão entre dois carros de passeio deixou uma pessoa ferida na tarde deste sábado, na Avenida José Joaquim Seabra, próximo à Bahia...

Caso Marielle: Brazão e Rivaldo serão transferidos para mesma prisão

O Supremo Tribunal Federal autorizou a transferência de Rivaldo Barbosa e Domingos Brazão para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo Penitenciário...

Líder de facção baiana é preso na Bolívia

Um líder de facção baiana foi capturado nesta sexta-feira (13) em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, encerrando parte de uma ofensiva...