Dono da Globo, José Roberto Marinho ganha autorização do Inema para captação subterrânea em fazenda na Bahia

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Um dos descendentes do renomado jornalista e empresário Roberto Marinho e presidente da fundação que leva o nome de seu pai, José Roberto Marinho possui uma fazenda localizada no município de Cocos, no interior da Bahia, a cerca de 900 km de Salvador.

O local é conhecido como “Fazenda Santa Luzia dos Olhos D’Água”, e Marinho, que é um dos proprietários da Rede Globo, obteve autorização do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para realizar captação subterrânea, válida por quatro anos, na bacia hidrográfica do Rio Carinhanha.

O ato foi oficializado na última semana e, de acordo com o Inema, a finalidade da captação é para abastecimento animal, consumo humano e irrigação por microaspersão em uma área de 10 hectares da fazenda.

O local está situado na zona rural de Cocos, aproximadamente 190 km da sede do município. Ao verificar as coordenadas, é perceptível que a fazenda está próxima às divisas da Bahia com os estados de Minas Gerais e Goiás.

Segundo o Instituto, a portaria publicada “não dispensa nem substitui a obtenção de certidões, alvarás ou licenças exigidas pela legislação federal, estadual ou municipal”.

### POLÊMICA EM BOIPEBA
O interesse de José Roberto Marinho na Bahia vai além dessa fazenda. No início do ano passado, uma série de reportagens evidenciou que o governo da Bahia havia concedido licença ambiental para a construção de um condomínio de luxo na Fazenda Ponta dos Castelhanos, uma propriedade rural que ocupa quase 20% da Ilha de Boipeba, no município de Cairu.

Alvo de críticas devido às alterações no ambiente natural, o empreendimento tinha como sócios José Roberto Marinho e Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Com a repercussão nacional do caso, o governo federal, por meio da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), posteriormente suspendeu a autorização para a construção do resort. A SPU também declarou que o projeto não atendia aos requisitos legais para ser implantado em terras públicas da União.

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