Operações em SP bloqueiam R$ 9,8 bilhões de contas ligadas ao PCC

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


São Paulo — A Justiça bloqueou R$ 9,8 bilhões em contas e bens vinculados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) nos últimos quatro meses em operações deflagradas em São Paulo pelas polícias Civil, Militar e Federal, além do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público paulista (MPSP).

O levantamento foi publicado pelo jornalista Josmar Jozino, do UOL. As autoridades investigam o envolvimento da facção com empresas de ônibus, administrações municipais e campanhas políticas, além de bancos e esquemas de lavagem de dinheiro.

Em 9 de abril, o Gaeco realizou uma operação contra a Transwolff e a UpBus, que operam ônibus na capital paulista. Foram expedidos quatro mandados de prisão contra dirigentes e sócios das empresas, que seriam ligadas ao PCC. A Justiça autorizou o arresto, sequestro e bloqueio dos alvos no valor de R$ 600 milhões.

operacao mp onibus4
7 imagens

Viaturas policiais a postos para participar da Operação Fim de Linha, do MPSP, que mira empresas de ônibus suspeitas de ligação com o PCC

Viaturas policiais a postos para participar da Operação Fim de Linha, do MPSP, que mira empresas de ônibus suspeitas de ligação com o PCC
Policiais recebem orientações antes de  participar da Operação Fim de Linha, do MPSP, que mira empresas de ônibus suspeitas de ligação com o PCC
Garagem da viação UpBus, na zona leste, um dos alvos da operação do MP
Operação Fim de Linha, do MP, apreendeu armas e dinheiros com dirigentes de empresas de ônibus
1 de 7

Promotor Lincoln Gakiya fala a policiais antes do início da Operação Fim de Linha, que mira empresas de ônibus suspeitas de ligação com o PCC

Divulgação/MPSP

2 de 7

Viaturas policiais a postos para participar da Operação Fim de Linha, do MPSP, que mira empresas de ônibus suspeitas de ligação com o PCC

Divulgação/MPSP

3 de 7

Viaturas policiais a postos para participar da Operação Fim de Linha, do MPSP, que mira empresas de ônibus suspeitas de ligação com o PCC

Divulgação/MPSP

4 de 7

Policiais recebem orientações antes de participar da Operação Fim de Linha, do MPSP, que mira empresas de ônibus suspeitas de ligação com o PCC

Divulgação/MPSP

5 de 7

Garagem da viação UpBus, na zona leste, um dos alvos da operação do MP

Reprodução/Google

6 de 7

Operação Fim de Linha, do MP, apreendeu armas e dinheiros com dirigentes de empresas de ônibus

Reprodução/TV Globo

7 de 7

Operação Fim de Linha, do MP, apreendeu armas e dinheiros com dirigentes de empresas de ônibus

Reprodução/TV Globo

Uma semana depois, três vereadores de diferentes cidades de São Paulo foram presos por suspeita de envolvimento em contratos públicos milionários com prefeituras, câmaras municipais e governo estadual. O bloqueio das contas dos investigados pode chegar a R$ 200 milhões.

operacao munditia 9
10 imagens

Câmara de Vereadores de Santa Isabel, na Grande SP

Dinheiro em espécie apreendido
Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão
Apreensões em operação do MPSP
Dinheiro apreendido na Operação Munditia
1 de 10

Policiais cumpriram mandado em câmaras municipais

Divulgação/MPSP

2 de 10

Câmara de Vereadores de Santa Isabel, na Grande SP

Divulgação/MPSP

3 de 10

Dinheiro em espécie apreendido

Divulgação/MPSP

4 de 10

Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão

Divulgação/MPSP

5 de 10

Apreensões em operação do MPSP

Divulgação/MPSP

6 de 10

Dinheiro apreendido na Operação Munditia

Divulgação/MPSP

7 de 10

Operação Munditia do MPSP mira fraudes em licitações

Divulgação/SSP-SP

8 de 10

Viatura da PM em frente ao posto do 15º Baep, em Guarulhos; equipe participa da Operação Muditia do MPSP, que mira fraudes em licitações

Divulgação/SSP-SP

9 de 10

Operação Munditia do MPSP mira fraudes em licitações articuladas pelo PCC

Divulgação/MPSP

10 de 10

Operação Munditia do MPSP mira fraudes em licitações; na imagem, PMs em treinamento antes de saírem às ruas

Divulgação/SSP-SP

O maior bloqueio de valores aconteceu no dia 6 de agosto, em uma operação que bloqueou mais de R$ 8,1 bilhões de suspeitos de infiltrar integrantes do PCC nas eleições municipais, ao lançar candidatos aos cargos em disputa.

No último dia 23, a Polícia Civil cumpriu a quinta fase da Operação Downtown. Segundo as investigações, existe um sistema bancário do PCC que lavava o dinheiro do tráfico de drogas da Cracolândia em bancos, casas de câmbio, empresas no Brasil e até no Uruguai. O bloqueio de patrimônio atinge R$ 150 milhões.

operacao concierge 2
2 imagens

Como funcionava esquema de fintechs suspeitas de lavar dinheiro

1 de 2

Como funcionava esquema de fintechs suspeitas de lavar dinheiro

Reprodução/Receita Federal

2 de 2

Como funcionava esquema de fintechs suspeitas de lavar dinheiro

Reprodução/Receita Federal

Na semana seguinte, a Polícia Federal deflagrou uma operação contra uma quadrilha suspeita de lavar dinheiro para o PCC por meio de fintechs clandestinas. Além de prisões e buscas em endereços dos envolvidos, a Justiça autorizou o bloqueio de valor de R$ 850 milhões em contas associadas à organização criminosa.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Acidente com van e 3 carros deixa mortos e feridos no Rio de Janeiro

Três pessoas morreram e oito ficaram feridas após uma van se envolver em um acidente com três carros na...

Sistema de Reconhecimento Facial da SSP resulta em primeira prisão por homicídio no Pré-Carnaval 2026 em Salvador

Um homem procurado pela prática de homicídio foi capturado na tarde deste sábado (7), após ser identificado por tecnologia de Reconhecimento Facial. A...

Professora foi morta com faca que deu a aluno dias antes do crime

Na noite de sexta-feira (6/2), em Porto Velho (RO), a professora de Direito e escrivã da Polícia Civil Juliana Mattos de Lima Santiago,...