Governo Lula é condenado a pagar R$ 15 mil em indenização a Bolsonaro e Michelle por caso dos móveis desaparecidos

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O governo de Lula foi condenado pela 17ª Vara Federal da Justiça do Distrito Federal a pagar uma indenização de R$ 15 mil ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por danos morais relacionados às acusações de móbiles desaparecidos e danificados no Palácio da Alvorada.

Segundo a defesa de Bolsonaro, durante o seu mandato presidencial entre 2019 e 2022, ele e sua esposa optaram por utilizar móveis pessoais no palácio, o que levou à movimentação da mobília pertencente ao acervo federal para um depósito.

Na decisão, o juiz Diego Câmara afirmou que as acusações contra o casal Bolsonaro resultaram em “dano à imagem e à reputação”, devido à evidência de que os itens em questão sempre estiveram sob a guarda da União durante todo o período.

O magistrado ainda destacou que os comentários do presidente Bolsonaro extrapolaram o “direito de crítica”, ao sugerirem que seus oponentes políticos estariam envolvidos em um suposto desvio de móveis do palácio presidencial, fato que, de acordo com as investigações, não ocorreu.

Sobre o caso conhecido como a “guerra dos móveis”, as trocas de acusações entre os casais tiveram início nos primeiros dias do terceiro mandato de Lula como presidente, em janeiro de 2023, quando Bolsonaro reclamou publicamente por não poder se mudar para a residência oficial devido ao seu estado de conservação.

Durante um encontro com jornalistas, Bolsonaro afirmou que Lula e Michelle “levaram tudo” e que isso não era correto, uma vez que os móveis do palácio são bens públicos.

Por sua vez, Bolsonaro negou as acusações, afirmando nas redes sociais que todos os móveis estavam no palácio e que Lula havia feito uma “falsa comunicação de furto”.

A questão dos móveis também foi mencionada como justificativa pelo novo governo para despesas de R$ 196,7 mil em móveis de luxo, conforme reportagem da Folha de S.Paulo. Michelle Bolsonaro reagiu afirmando que os móveis levados pertenciam a ela, e não eram de propriedade pública.

Em março deste ano, a Presidência da República anunciou a localização dos 261 bens do patrimônio do Palácio da Alvorada que estavam desaparecidos, pondo fim às polêmicas envolvendo os casais Lula e Bolsonaro.

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