Vereador é acusado de invadir casa e ameaçar família no interior baiano

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Um vereador que busca a reeleição em Ipirá, na região da Bacia do Jacuípe, está sendo acusado de invadir e ameaçar uma família. Os eventos ocorreram no último sábado (7) em uma propriedade localizada no Centro da cidade. A Polícia Militar, conforme informado pelo Bahia Notícias, foi acionada para investigar uma denúncia de invasão a uma residência na Rua Silvandira Carneiro, confirmando a suspeita.

O acusado, conhecido como Miranda e identificado como Almir de Souza Oliveira (PSD), teria exigido que a dona da residência entregasse seu celular, alegando ter sido gravado e querendo deletar uma imagem, porém não houve comprovação posterior. Durante o incidente, quatro mulheres teriam sido alvo da arma do edil, que deixou o local em seguida.

Após a abertura de um inquérito, a delegacia local planeja interrogar testemunhas do ocorrido nesta terça-feira (10), incluindo o candidato a vereador Thomas Baiano (Agir), filho dos donos da propriedade invadida, como parte da investigação do crime. Não foi informado se o vereador foi questionado no sábado, dia do ocorrido.

Em decorrência do acontecimento, a seção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Itaberaba, na Bahia, emitiu uma nota de repúdio, visto que tanto Thomas quanto seu pai, José Carlos Matos de Oliveira, atuam como advogados.

“É inaceitável que, no século XXI, um representante do Poder Legislativo do município de Ipirá entre em uma residência portando uma arma de fogo para ameaçar as pessoas presentes e roubar um celular, com o intuito de eliminar possíveis provas contidas no smartphone. As ações realizadas pelo vereador vão de encontro ao tratamento cortês e respeitoso que todo político deveria ter com a população em geral, além de manchar a reputação da classe de advogados, que não ficará em silêncio diante de práticas dessa natureza, motivadas por eventuais divergências políticas, as quais fazem parte do Estado Democrático de Direito defendido por todos nós advogados”, trecho da nota.

A seção também clamou por agilidade na investigação do caso pelas autoridades competentes, como a Polícia Civil, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e a Câmara Municipal de Ipirá.

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