Justiça dos EUA arquiva processos contra Trump

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A Justiça dos Estados Unidos arquiva os processos criminais contra o presidente eleito, Donald Trump. O procurador especial Jack Smith solicitou o arquivamento de dois casos federais: um sobre suposta manipulação das eleições de 2020 e outro por má gestão de documentos confidenciais após deixar a Casa Branca. A juíza distrital Tanya Chutkan concedeu o arquivamento logo após o pedido de Smith.

Trump comemorou o arquivamento dos processos, chamando-os de “sequestro político”. O procurador justificou o arquivamento alegando que a política interna do Departamento de Justiça impede que se prossiga com acusações criminais contra um presidente em exercício, já que Trump venceu as eleições de novembro.

No caso da má gestão de documentos, Trump foi acusado de reter ilegalmente informações confidenciais em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, após deixar a presidência. A imunidade que cobre o presidente eleito também encerrou este caso. No entanto, os processos continuam contra seus associados.

Outro caso envolvendo Trump era sobre a tentativa de reverter os resultados das eleições de 2020 e instigar a invasão ao Capitólio em janeiro de 2021. A imprensa americana reportou que o promotor especial pretende renunciar antes da posse de Trump, que planejava demiti-lo e encerrar os casos contra si assim que assumisse a presidência novamente.

Antes de ser reeleito, Trump foi o único ex-presidente dos EUA condenado criminalmente, em um caso de falsificação de documentos e pagamentos irregulares a uma ex-atriz pornográfica. Os promotores desse caso pediram para adiar a leitura da sentença para depois do novo mandato de Trump.

Este texto foi adaptado a partir de uma notícia da DW Brasil, parceira do Metrópoles.

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