‘Hediondo’ e ‘crime de pensamento’: deputados governistas e da oposição divergem sobre golpe

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A Polícia Federal (PF) divulgou um relatório acusando o ex-presidente Jair Bolsonaro de liderar um plano de golpe de Estado no Brasil. Essa revelação gerou um intenso debate entre deputados governistas e da oposição no Congresso Nacional. Com o sigilo do documento retirado pelo ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os parlamentares se posicionaram sobre a situação no plenário da Câmara.

Entre os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado Bohn Gass (PT-RS) classificou o caso como o mais “hediondo” da história recente do Brasil, destacando a gravidade do uso de recursos públicos para financiar a ação. Já a deputada Gleisi Hoffman (PR) afirmou que Bolsonaro tinha pleno conhecimento do esquema, enquanto a deputada Maria do Rosário (PT-RS) repudiou a trama e criticou qualquer possibilidade de anistia aos envolvidos.

Na oposição, os parlamentares minimizaram o conteúdo do relatório. O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) afirmou que se trata de uma “cortina de fumaça” para desviar a atenção de ações impopulares do governo. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) chamou o relatório de “tentativa de golpe fake”, enquanto o deputado Luiz Lima (PL-RJ) sugeriu que se trata de um “crime de pensamento”.

O relatório da PF, que possui mais de 800 páginas, resultou no indiciamento de Bolsonaro e de outras 36 pessoas por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. A investigação constatou que Bolsonaro planejou e teve domínio direto e efetivo dos atos da organização que visava um golpe de Estado, que não se concretizou por circunstâncias externas.

O caso agora está sob responsabilidade da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pode decidir oferecer uma denúncia, solicitar novas diligências ou arquivar o processo.

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