Alesp infla gabinetes de ex, que têm 53 assessores e custam R$ 900 mil

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Mesmo após deixarem a Mesa Diretora, deputados que ocuparam cargos de liderança na Assembleia Legislativa de São Paulo mantêm gabinetes extras com 53 assessores, totalizando um custo mensal de R$ 914 mil aos cofres públicos. A Alesp permite que ex-presidentes e ex-secretários mantenham essas estruturas por até dois anos após o fim do mandato, desde que permaneçam exercendo a função parlamentar. Os gastos com os gabinetes não são totalmente transparentes para o público.

Com essa disposição, alguns deputados chegam a acumular mais de dois gabinetes, como é o caso de Rogério Nogueira (PSDB), que conta com três gabinetes e 86 assessores à disposição. O ex-1º secretário Luiz Fernando (PT) e o ex-presidente Carlão Pignatari (PSDB) também possuem estruturas semelhantes, com 40 e 45 assessores, respectivamente.

A partir de 2025, os três principais cargos da Mesa Diretora da Alesp poderão manter pelo menos dois gabinetes cada, devido à aprovação da reeleição inédita do presidente e dos secretários. Essa prática de lotar gabinetes com assessores ligados a ex-membros da Mesa Diretora ou a políticos sem mandato é comum na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Um exemplo disso é Miguel Biazzo, que foi lotado no gabinete da ex-1ª secretária e já ocupou cargo na Prefeitura de São Paulo. Ele é um dos muitos casos de servidores que migram entre instâncias de poder no estado. A prática de lotação de gabinetes com pessoas ligadas a políticos é recorrente e gera questionamentos em relação à transparência e eficiência do uso dos recursos públicos na Alesp.

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