Governo federal envia PEC do corte de gastos ao Congresso, mas deixa aposentadoria dos militares de fora

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As Forças Armadas solicitaram uma transição mais gradual até a definição de uma idade mínima de 55 anos; projeto de lei sobre este tema será encaminhado em outro momento

O governo brasileiro apresentou ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa implementar novas diretrizes para o abono salarial, além de medidas para a contenção de despesas. A decisão foi fruto de uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus ministros, onde foram discutidas as prioridades da administração. Ainda está pendente a análise das demandas dos militares em relação às novas normas da Previdência. O projeto de lei que aborda essas questões não será encaminhado neste momento.

As lideranças das Forças Armadas solicitaram uma transição mais gradual até a definição de uma idade mínima de 55 anos para a aposentadoria, destacando que a proposta do Ministério da Fazenda pode resultar em uma permanência de até sete anos a mais no serviço ativo para alguns militares.

Além das questões relacionadas ao abono salarial, a PEC também prevê alterações nas diretrizes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Outras mudanças incluem a prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU), ajustes nos subsídios e modificações no Fundo Constitucional do Distrito Federal.

A reunião que culminou na elaboração da proposta contou com a presença de importantes figuras do governo, como os ministros Rui Costa, da Casa Civil, Fernando Haddad, da Fazenda, e Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, além de senadores e deputados que compõem a base governista. A expectativa do Palácio do Planalto é que as novas regras contribuam para um melhor equilíbrio fiscal e social no país. No entanto, especialistas estão reticentes quanto à eficácia das medidas.


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