Atenção, Tarcísio e Nunes: a mão que afaga é a mesma que apedreja

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Interesses políticos geram polêmica em João Pessoa

Em João Pessoa, no final dos anos 60, um baiano conhecido como “Mocidade” despertava a admiração do governo local. Conhecido por sua oratória incendiária, Mocidade vivia à custa de favores e elogios do governador João Agripino.

Um dia, um protesto estudantil ameaçava sair do controle na cidade. O secretário de Segurança Pública, em contato com Agripino, informou que Mocidade era o líder do movimento e criticava abertamente o governo. Agripino, surpreendido, ordenou que Mocidade fosse preso e levado até ele.

Em uma conversa, Agripino questionou quem pagava as despesas de Mocidade, que prontamente respondeu que era o governo da Paraíba. Agripino, indignado, perguntou como ele tinha coragem de falar mal do governo que lhe fornecia comida e abrigo. A resposta de Mocidade foi contundente: “Governo foi feito para apanhar”.

Hoje, políticos como Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, e Ricardo Nunes, prefeito eleito da cidade, enfrentam situações semelhantes. Tarcísio tem lidado com incidentes violentos envolvendo a polícia, enquanto Nunes vê sua imagem desgastada.

Os recentes casos de violência policial em São Paulo têm gerado críticas à postura de Tarcísio, que vem pedindo desculpas publicamente. Mesmo diante do aumento da letalidade policial, o governador minimizou os casos, alegando serem isolados.

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