Médico é sentenciado a pagar 6 anos de faculdade após condenação por fraude de cota racial

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Condenação por fraude de cota racial

O médico Pedro Fellipe Pereira da Silva Rocha foi condenado pelo TRF5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região) por fraude no sistema de cotas. Segundo a decisão, o médico, homem branco, falsificou a autodeclaração para ingressar no curso de Medicina na Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

O julgamento ocorreu em 5 de dezembro e reverteu a decisão da primeira instância, que havia rejeitado a condenação solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF). Pedro entrou no curso de Medicina através do Sisu em 2017 e se formou em 2023, concorrendo à vaga destinada a pessoas negras, pardas ou indígenas que estudaram em escolas públicas, independentemente da renda.

Em sua defesa, o médico alegou ter familiares negros em sua árvore genealógica e ter vivenciado situações de preconceito racial na escola. No entanto, o MPF acionou Pedro após denúncias de estudantes da Ufal, argumentando que ele fez uma declaração falsa de forma intencional.

Como punição, o médico terá que pagar uma multa de R$7 mil por cada mês estudado, totalizando cerca de R$500 mil pelos seis anos do curso, e mais uma indenização de R$50 mil por danos morais. A Ufal comunicou que, na época da matrícula de Pedro, a autodeclaração era o único critério utilizado, sendo a comissão de heteroidentificação estabelecida somente em 2019.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Defesa de Lulinha diz que quebra de sigilo é “dispensável”

A defesa do empresário Fábio Luís, o Lulinha, afirmou nesta quinta-feira (26/2) que a quebra de sigilo dele é dispensável, pois ele se...

Furto qualificado: indígena está entre os oito presos por retirada criminosa de eucaliptos em área rural do Extremo Sul

Na quarta-feira, 25 de fevereiro, a Polícia Militar prendeu oito pessoas flagradas extraindo madeira de eucalipto numa propriedade rural na zona rural de...

MPF recomenda criação de sistema nacional de rastreamento da cassiterita para combater extração ilegal na Amazônia

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a oito órgãos federais a adoção de medidas urgentes para implementar um sistema nacional de rastreabilidade da...