O presidente do Corinthians, Augusto Melo, está enfrentando dificuldades em seu mandato, pois o Tribunal de Justiça de São Paulo revogou a liminar que suspendia a votação de seu impeachment. Com essa decisão, o Conselho Deliberativo do clube pode agendar uma nova reunião para discutir o caso, com a probabilidade de que isso aconteça apenas em 2025. A votação do impeachment foi interrompida no dia 2 de novembro, quando Augusto Melo conseguiu uma liminar de última hora. No entanto, os desembargadores do TJ-SP decidiram por unanimidade revogar essa medida.
O pedido de impeachment contra Melo é baseado em denúncias de gestão irregular, especialmente relacionadas ao contrato com a empresa de apostas esportivas VaideBet. A principal acusação refere-se ao pagamento de R$ 25,2 milhões como comissão a intermediários, incluindo uma empresa ligada a Alex Cassundé, ex-colaborador da campanha de Augusto. Parte desse valor foi transferida para uma pessoa sem seu conhecimento.
A VaideBet rescindiu unilateralmente o contrato em junho, citando desgaste de imagem. O presidente do Corinthians defendeu a legalidade das negociações, apontando que o clube foi uma vítima na situação. Atualmente, o clube é patrocinado pela Esportes da Sorte, outra empresa de apostas sob investigação por atividades suspeitas.
Além das questões relacionadas à VaideBet, Augusto Melo enfrenta um segundo pedido de impeachment com base em um relatório do Conselho de Orientação (Cori), que aponta falta de balanços auditados e documentos exigidos, e a rejeição do balancete do segundo trimestre.
O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, ainda não definiu uma data para a nova reunião, porém garantiu que analisará a situação com cuidado. Ele enfatizou que a decisão judicial afasta qualquer alegação de golpe político no clube. Augusto Melo afirma que a oposição não aceitou sua vitória nas eleições do clube e pede apoio da torcida para pressionar o Conselho. Tuma cogita realizar a reunião de forma online para evitar manifestações no local.
