A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou a indicação da psicopedagoga Onélia Santana, esposa do ministro da Educação do presidente Lula, para ocupar uma vaga de conselheira do TCE daquele estado, com um salário mensal de R$ 39,7 mil. Outros quatro ministros de Lula seguiram o mesmo caminho, com suas respectivas esposas nomeadas conselheiras em tribunais de contas estaduais.
Onélia Santana foi aprovada por 36 votos a 5, em votação secreta, após ter sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia. Ela é secretária estadual de Proteção Social desde 2022 e tem formação em letras, psicopedagogia e doutorado em ciências da saúde. A vaga no TCE do Ceará foi aberta após a morte do conselheiro Alexandre Figueiredo.
Além de Onélia, Marília Góes, Renata Calheiros, Rejane Dias, Aline Peixoto e outras esposas de ministros também foram indicadas para cargos de conselheiras em tribunais de contas, gerando polêmica e críticas em alguns casos. A movimentação nos bastidores políticos e as decisões judiciais envolvendo essas nomeações têm sido alvo de controvérsias e debates.
As indicações de familiares de políticos para cargos em tribunais têm despertado questionamentos sobre nepotismo e influência política, especialmente quando essas nomeações envolvem esposas de autoridades em postos importantes. O debate sobre ética e transparência nesses processos de escolha tem sido acalorado e levantado questões sobre os limites entre relação familiar e interesse público.

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