
Uma reforma em andamento nas Forças Armadas tem levado militares a manifestarem preocupações sobre a atratividade das carreiras. Recentemente, houve pedidos de demissão de oficiais, publicados no Diário Oficial da União.
Os militares alegam que as demissões estão aumentando devido à perspectiva de conseguirem salários maiores no setor privado, sem as exigências da carreira militar. Só no último mês, foram nove pedidos de demissão de oficiais na Força Aérea Brasileira.
Um major da Força Aérea Brasileira ganha, em média, R$ 14 mil. Atuando como piloto comercial, o mesmo militar pode receber o dobro do seu salário atual.
Há também reclamações sobre a diminuição da procura por concursos nas instituições militares, como Marinha, Exército e Aeronáutica, que têm visto uma redução de candidatos nos últimos anos.
Segundo levantamento da Sociedade Militar, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica perdeu mais de 20% de interessados nos últimos sete anos. Outra questão mencionada pelos militares são as condições de trabalho, com baixo investimento em pesquisa e desenvolvimento.
No ano passado, 85,9% do orçamento dos militares foram destinados à folha de pagamentos. Apenas 6,6% foi para investimentos e 6,2% para custeio e dívida.
Além disso, o Ministério da Defesa abriu a possibilidade de alistamento feminino voluntário, com cerca de 1,5 mil vagas disponíveis em diversos estados. As mulheres terão os mesmos direitos e deveres que os homens após a incorporação nas Forças Armadas.

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