“Me ajuda, mãe”: relatos expõem chacina e sumiço de estudante pela PM

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Depoimentos chocantes revelam detalhes importantes sobre o caso que acusa policiais militares de Goiás por invadir uma casa na capital e matar a tiros quatro amigos que estavam jogando videogame, incluindo o estudante João Vitor, de 14 anos.

Testemunhas relataram que ouviram os jovens pedindo por ajuda e clamando por suas vidas antes de serem assassinados. “Socorro!”, “me ajuda, mãe!” e “pelo amor de Deus, não faz isso comigo” foram algumas das últimas palavras ouvidas antes das vítimas serem mortas.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) apresentou denúncia por homicídio qualificado contra quatro policiais militares do Batalhão de Choque envolvidos no caso. Mesmo após mais de seis anos do ocorrido, o paradeiro do adolescente João Vitor, possivelmente assassinado, permanece desconhecido.

O episódio ficou conhecido como a Chacina Solar Bougainville, em referência ao local do crime. Familiares das vítimas formaram um movimento chamado Mães Pela Paz e lutam por justiça desde então. As investigações foram retomadas após uma reportagem do Metrópoles em agosto de 2021 denunciar a situação.

Pedidos desesperados

No começo da noite de 23 de abril de 2018, os gritos de socorro ecoaram na casa onde Matheus Henrique, Marley Ferreira e Divino Gustavo foram mortos pelos policiais. Testemunhas relataram momentos agonizantes de súplicas antes dos disparos fatais.

Os policiais alegaram que invadiram a casa por suspeita de uma Montana prata furtada, mas a versão do confronto armado foi contestada pelo Ministério Público. A Montana havia sido deixada na garagem por um amigo de Matheus, que já havia saído da residência.

Execução oculta

Após matar os três amigos, os policiais levaram João Vitor, testemunha dos crimes, para um matagal onde foi assassinado a tiros. Seu corpo nunca foi encontrado. Testemunhas relatam ter presenciado a execução, onde o adolescente foi baleado enquanto tentava fugir.

No local, foram encontrados pertences de João Vitor, como seu chinelo, carcaça de celular e projéteis. Os policiais acusados foram denunciados por homicídio qualificado. Acredita-se que João Vitor tenha sido eliminado para assegurar a impunidade dos agentes em relação aos outros assassinatos cometidos.

Os acusados, promovidos diversas vezes desde a chacina, são: major Fabrício Francisco da Costa, 2º sargento Cledson Valadares Silva Barbosa, 1º sargento Eder de Sousa Bernardes e 3º sargento Thiago Antônio de Almeida.


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