CNJ mantém afastamento de desembargadora alvo da Faroeste; MPF opina pela pena de aposentadoria compulsória

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu manter o afastamento da desembargadora Cassinelza da Costa Santos Lopes, investigada na Operação Faroeste. A magistrada está afastada desde novembro do ano passado devido a suspeitas de irregularidades em uma sentença proferida no oeste da Bahia.

A investigação aponta que Cassinelza Lopes proclamou uma sentença em apenas quatro dias, referente a um caso de usucapião milionário na comarca de São Desidério, epicentro das denúncias de venda de sentenças pelo Tribunal de Justiça da Bahia.

O CNJ decidiu prorrogar o afastamento da desembargadora por mais 140 dias, com base no relatório do conselheiro Guilherme Feliciano. Ele destacou que a medida visa preservar a ordem pública e a credibilidade do Poder Judiciário baiano.

Na fase de instrução do processo, foram analisadas provas, depoimentos de testemunhas e interrogatório da desembargadora. Durante o depoimento, foi confirmada uma negociação de um veículo no valor de R$ 90 mil entre um advogado e o filho de Cassinelza Lopes.

O Ministério Público Federal (MPF) opinou pela aposentadoria compulsória da desembargadora. Em sua defesa, Cassinelza alegou que a sentença foi proferida com celeridade para reduzir o acervo processual da comarca e negou qualquer irregularidade na negociação envolvendo seu filho.

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